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Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado após operação da Polícia Federal
O senador Jaques Wagner (PT-BA) formalizou o seu pedido de licença do cargo de líder do governo no Senado Federal. A decisão ocorre exatamente uma semana após o parlamentar baiano se tornar um dos principais alvos da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema financeiro e cambial bilionário com ligações com o Banco Master.
A saída temporária do comando da liderança representa uma tentativa de blindar a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso, que vinha sofrendo forte pressão interna e externa para afastar o senador.
Foco na defesa técnica e preservação do governo
Por meio de nota oficial enviada à presidência do Senado, Jaques Wagner explicou que o afastamento das funções de liderança ocorre por iniciativa própria. De acordo com o texto, o objetivo principal é dedicar-se integralmente à sua defesa técnica no âmbito do inquérito conduzido pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Tomo esta decisão para que a tramitação das pautas estratégicas de interesse do país não seja contaminada ou instrumentalizada politicamente pelo debate em torno das investigações em curso”, destacou o senador em seu pronunciamento. Wagner voltou a negar qualquer envolvimento com as fraudes citadas e afirmou ter convicção de que sua inocência será provada ao longo do processo.
Palácio do Planalto busca substituto na liderança
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o pedido de licença de seu aliado de longa data, a quem classifica como um conselheiro histórico. No entanto, nos bastidores do Palácio do Planalto, o movimento foi recebido como um alívio para a coordenação política, que já identificava resistências de parlamentares da oposição e do próprio “Centrão” em avançar com votações importantes sob o comando do baiano.
Com a vacância do cargo, a articulação do governo federal abriu consultas com os partidos da base aliada para definir um novo nome capaz de unificar as bancadas do Senado. Até que a nova liderança seja anunciada de forma definitiva pelo Executivo, as funções de articulação serão coordenadas interinamente pelos vice-líderes do governo na Casa.
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