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Mesmo preso, Binho Galinha convoca adesivaço em Feira de Santana

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Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram

O deputado estadual Binho Galinha (Avante) anunciou a realização de um adesivaço de campanha em Feira de Santana, mesmo estando preso preventivamente desde 9 de julho. A mobilização está marcada para domingo (16), a partir das 8h, no escritório político do parlamentar, na Rua Comandante Almiro. A convocação foi feita pelas redes sociais, com pedido para que apoiadores levem carros e motocicletas para receber materiais de divulgação.

Binho teve sua candidatura à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) oficializada pelo Avante durante convenção realizada em 27 de julho. Como estava preso, ele não participou presencialmente do evento e foi representado pela irmã, Kelly Cristina Escolano.

Candidatura é questionada pelo Ministério Público

A candidatura do deputado também está sendo contestada na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a rejeição do registro de candidatura, argumentando que investigações e elementos reunidos apontariam Binho como suposto chefe de uma organização criminosa.

Segundo o Metro1, o parlamentar é réu em quatro ações penais relacionadas à Operação El Patrón e a investigações derivadas. O pedido de impugnação, entretanto, não significa que a candidatura esteja definitivamente barrada: Binho ainda pode apresentar defesa e o TRE-BA deverá analisar o pedido.

Condenado a 36 anos e 9 meses

Binho Galinha também foi condenado pela Vara Criminal de Feira de Santana a 36 anos e 9 meses de prisão, em processo relacionado à Operação El Patrón. A sentença envolve crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, entre outras acusações relacionadas a armamentos. A decisão ainda está sujeita aos recursos cabíveis.

Além da El Patrón, o deputado é investigado em apurações relacionadas às operações Hybris e Estado Anômico, que envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, exploração do jogo do bicho, agiotagem, receptação e associação criminosa. Essas acusações continuam sendo objeto de investigação e processos judiciais.

A realização do adesivaço ocorre, portanto, em meio a uma situação jurídica complexa, com o parlamentar preso preventivamente, condenado em primeira instância e com o registro de candidatura sob análise da Justiça Eleitoral.

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