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Justiça

Moraes determina apreensão de bens de ex-secretário apontado como fonte de jornalista em investigação sobre Dino

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Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Segundo a decisão, Cutrim é apontado pela Polícia Federal como uma das fontes do jornalista Luís Pablo, que publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares.

A medida foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação também alcançou Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal de São Luís, que, segundo a decisão, também teria atuado como fonte do jornalista.

Investigação começou após reportagens sobre Dino

O caso teve origem em reportagens publicadas por Luís Pablo sobre veículos utilizados na segurança de Flávio Dino e de seus familiares no Maranhão. Em março, o próprio jornalista já havia sido alvo de uma operação autorizada por Moraes, com apreensão de equipamentos eletrônicos.

A investigação busca esclarecer se houve monitoramento considerado ilegal dos deslocamentos de Dino e se informações relacionadas à segurança do ministro foram obtidas e repassadas de maneira irregular.

Segundo a decisão divulgada nesta terça-feira, a PF teria identificado Cutrim como fonte das informações após analisar dados obtidos na investigação envolvendo o jornalista. A defesa de Cutrim confirmou a operação e questionou a condução da apuração.

Defesa critica investigação

O advogado de Raimundo Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, afirmou que a investigação estaria concentrada na identificação das fontes do jornalista, enquanto as denúncias que deram origem às reportagens não estariam sendo devidamente apuradas.

Entidades ligadas ao jornalismo também manifestaram preocupação com a investigação, especialmente em relação à proteção do sigilo da fonte, que é uma garantia prevista na Constituição Federal.

A investigação, contudo, ainda está em andamento. Ser alvo de busca e apreensão ou ser apontado como fonte não significa condenação ou comprovação de crime. As autoridades ainda deverão analisar os materiais recolhidos e esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver dois ministros do STF — Alexandre de Moraes e Flávio Dino — e por levantar um debate sobre os limites da investigação criminal, segurança de autoridades e proteção das fontes jornalísticas.

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