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Justiça

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes após operação envolvendo jornalista

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do Financial Times. A discussão teria ganhado força após a decisão do magistrado que autorizou buscas contra pessoas apontadas como fontes do jornalista maranhense Luís Pablo, em investigação relacionada a informações publicadas sobre o ministro Flávio Dino.

A eventual medida poderia ocorrer novamente com base na Lei Magnitsky, legislação americana utilizada para impor sanções a pessoas acusadas de graves violações de direitos humanos. Entre as possíveis consequências estão o bloqueio de ativos sob jurisdição americana e restrições a transações com cidadãos e empresas dos Estados Unidos.

Caso envolvendo jornalista reacendeu pressão

A nova discussão ocorre após uma operação autorizada por Moraes contra Raimundo Soares Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de São Luís. Os dois foram apontados pela investigação como possíveis fontes de informações utilizadas pelo jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o uso de veículos oficiais envolvendo Flávio Dino e familiares.

O caso provocou debate sobre os limites da investigação e a proteção constitucional do sigilo da fonte jornalística. Moraes sustenta que o sigilo não pode ser utilizado para proteger eventual prática criminosa, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que a investigação não pode atingir a atividade jornalística legítima.

Moraes já havia sido sancionado

O ministro já havia sido incluído nas sanções americanas da Lei Magnitsky em 2025. Na ocasião, o governo de Donald Trump impôs restrições contra Moraes e posteriormente contra sua esposa, incluindo bloqueio de ativos e restrições financeiras.

As medidas, porém, foram retiradas em dezembro de 2025. Agora, segundo as informações divulgadas, uma eventual reimposição das sanções ainda está em análise e não há confirmação de que uma nova punição será efetivamente aplicada.

A possibilidade de novas medidas aumenta ainda mais a tensão diplomática entre Washington e Brasília, que já enfrentam divergências comerciais e políticas.

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