Política
Hamilton Assis descarta apoio do PSOL a Jerônimo no primeiro turno: ‘Sem chance’
Pré-candidato a deputado federal, vereador diz que partido mantém candidatura própria de Ronaldo Mansur e faz críticas à segurança pública, ao modelo econômico e à relação do governo com comunidades tradicionais
O vereador de Salvador Hamilton Assis descartou qualquer possibilidade de o PSOL apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno.
Em entrevista ao Blog do Vila, o pré-candidato a deputado federal foi direto ao responder sobre a possibilidade de diálogo entre o partido e o PT: “Sem chance”.
A declaração ocorre depois de o chefe do Executivo baiano dizer que pretende abrir conversas com o PSOL para tentar repetir um movimento semelhante ao feito por ACM Neto com o Novo, que retirou o nome de José Carlos Aleluia da disputa.
De acordo com Hamilton, o PSOL está “firme, unido e convicto” na decisão de manter-se na corrida pelo Palácio de Ondina.
“O lançamento da candidatura própria é exatamente a afirmação disso, das nossas críticas, inclusive, ao governo de Jerônimo, porque nós estivemos lá no segundo turno da eleição passada e apresentamos um programa. Só agora o governador nos procura novamente para fazer o debate sobre o apoio à sua candidatura”, criticou.
Hamilton ressaltou que o PSOL esperava ter participado mais ativamente da gestão estadual após ter apoiado Jerônimo no segundo turno da eleição passada, mas disse que o governo desprezou as propostas apresentadas pelo partido.
“Nós queríamos ter participado do seu projeto durante o governo, a partir do nosso programa de governo, a partir das ideias que nós colocamos para dialogar com o governador. Mas, infelizmente, o governador ignorou isso”, disse.
O vereador também fez críticas à política de segurança pública adotada pelo governo estadual. Segundo ele, a atual estratégia afeta principalmente as comunidades mais pobres e a juventude negra.
“Reconhecemos que o governo tem feito um esforço nessa direção, mas sabemos que o problema da segurança não é só um problema de polícia, é um problema da desigualdade, do modelo de desenvolvimento econômico que o PT vem aplicando nos últimos 20 anos”, afirmou.
Hamilton ainda atacou o modelo econômico adotado pelo governo estadual, ao acusar a gestão petista de privilegiar a grande indústria e o agronegócio, em detrimento das comunidades tradicionais e do meio ambiente.
De acordo com ele, o avanço do agronegócio e da mineração sobre áreas de preservação e territórios quilombolas e indígenas tem provocado impactos graves em diferentes regiões da Bahia.
“O agronegócio tem avançado sobre o que resta de bioma nas nossas regiões e isso vai provocar um desastre ambiental profundo, principalmente o que vem acontecendo com a mineração na Serra da Chapadinha”, declarou, sobre a denúncia de movimentos sociais e ambientalistas contra as atividades de mineração, extração vegetal e especulação imobiliária em Itaetê, na Chapada Diamantina.
Para o vereador, a candidatura própria do PSOL servirá para defender “outro modelo de desenvolvimento” para a Bahia, “com foco na sustentabilidade, reparação histórica e redução das desigualdades sociais”.
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