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Política

Fabíola Mansur admite cálculo eleitoral, mantém desejo de ficar no PSB, mas revela conversas com Avante

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A deputada estadual Fabíola Mansur admitiu, em entrevista à CBN Salvador, que faz cálculo eleitoral para tentar manter o mandato em 2026 diante do cenário considerado por ela mesma como “muito difícil” dentro do PSB. Apesar de reafirmar o desejo de permanecer no partido, a parlamentar confirmou haver conversas com o Avante e outras legendas como alternativa.

“Se eu disser que não estou fazendo cálculo, eu estou mentindo. Eu quero manter meu mandato de deputada estadual”, afirmou.

O pano de fundo da disputa é a formação da chapa socialista, que deve reunir ao menos oito candidatos competitivos para uma projeção interna entre quatro e seis vagas na Assembleia Legislativa. A conta inclui tanto quadros históricos do PSB quanto os quatro deputados oriundos do PP — Hassan, Eduardo Salles, Antônio Henrique Júnior e Niltinho — que devem migrar para a sigla por alinhamento à base do governador Jerônimo Rodrigues.

Fabíola rebateu a avaliação de que os novos filiados seriam “enxertados” sem identidade partidária. Segundo ela, embora o PP não dialogue nacionalmente com o PSB, o quarteto atua de forma convergente no plano estadual.

“Eles são dissidentes do PP e são base do governador. Nos principais temas, têm tudo a ver com o PSB”, disse, ao citar pautas como saúde, municipalismo, agricultura familiar, educação e políticas para o interior.

O futuro da parlamentar, no entanto, passa diretamente por uma equação administrativa. Caso Soane Galvão, que não disputará a reeleição, assuma a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Fabíola permaneceria no mandato até o fim da legislatura. O problema é que a pasta é hoje comandada por Neusa Cadore (PT), e o Partido dos Trabalhadores resiste em abrir mão do espaço.

“Isso depende do governador, em virtude de Soane não ser candidata. A gente está dialogando, mas ainda não há definição”, afirmou.

Além disso, o PSB trabalha com a possibilidade de filiação do ex-prefeito de Ilhéus Mário Alexandre, o Marão, para ocupar o espaço político deixado por Soane, sua esposa. Além dele, a legenda ainda abriga nomes como Ângelo Almeida, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, e Ademar Lopes, ligado ao prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT).

Ao fazer um paralelo com a eleição de 2022, Fabíola lembrou o caso do PSD, que formou uma bancada de nove representantes na Alba a partir de puxadores de voto e contrariou o temor inicial de candidatos com votação média.

“Às vezes, você está em um partido pequeno e diminui suas chances. Quando tem puxador de voto, termina elegendo mais deputados”, avaliou, ao lembrar que teve 58 mil votos pelo PSB e ficou fora naquele pleito.

Mesmo com a reafirmação de sua ligação histórica com o partido — são 17 anos de filiação —, a deputada deixou claro que não repetirá um erro estratégico. “A minha vontade é permanecer no PSB, mas eu vou fazer cálculo, sim”, reforçou.

No contexto, o Avante surge como opção real, sobretudo pela relação política com Elmo Vaz, ex-prefeito de Irecê e hoje filiado à legenda. “Tem convite do Avante, tem convite de outros partidos”, admitiu.

O prazo para definição vai até 31 de março. Até lá, Fabíola diz manter diálogo com o governador, com a presidente do PSB, Lídice da Mata, com os deputados que ingressam na sigla e com o secretário Ângelo Almeida. No fim das contas, espera um gesto político decisivo. “Claro que eu preciso dessa ajuda do governador, de pegar no braço e dizer: essa daqui merece”, intimou.

Foto: Evilásio Júnior
Fonte: Blog do Vila

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