Polícia
PF deflagra operação contra tráfico interestadual após apreensão de 3 toneladas de maconha na Bahia
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Nostromo com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico interestadual de drogas ligado à apreensão de quase três toneladas de maconha em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
Investigação começou após flagrante na BR-116
As investigações tiveram início em outubro de 2025, quando um homem foi preso em flagrante durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116. Na ocasião, os agentes encontraram cerca de três toneladas de maconha escondidas em meio a um carregamento de máquinas industriais.
A partir da análise do material apreendido, a PF identificou a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso, que utilizava cargas lícitas para ocultar os entorpecentes e facilitar o transporte.
Mandados são cumpridos no Paraná
Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais e Colombo, no Paraná.
Entre os investigados estão o proprietário do caminhão utilizado no transporte da droga e o homem apontado como dono dos entorpecentes, responsável pela contratação do frete. Também foi alvo de busca um galpão onde teria ocorrido o carregamento da carga ilícita.
Droga tinha destino no Ceará
Segundo as investigações, a droga apreendida teria como destino o estado do Ceará, evidenciando a atuação interestadual da organização criminosa.
Os suspeitos poderão responder por tráfico de drogas, associação criminosa e financiamento do tráfico. Somadas, as penas podem chegar a até 30 anos de prisão.
Combate ao crime organizado
A Polícia Federal destacou que a operação faz parte de uma estratégia de combate a organizações criminosas que atuam no transporte e distribuição de drogas entre estados brasileiros. O nome “Nostromo” faz referência a uma nave fictícia do filme Alien (1979), que transportava carga aparentemente comum, em alusão ao método utilizado pelos criminosos para esconder os entorpecentes.
A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento da rota do tráfico.
Fonte: Bahia Notícias
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