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Violência lidera como principal problema da Bahia e domina percepção do eleitor, aponta Quaest

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Foto: Mateus Pereira / GOVBA

A pesquisa Genial/Quaest revela que a violência é, disparado, o principal problema da Bahia na percepção do eleitor, citada por 36% dos entrevistados, seguida por saúde, com 26%, e desemprego, com 9%.

Pobreza e desigualdade aparecem com 4%, enquanto corrupção e economia têm 3% cada. Educação, enchentes e infraestrutura somam 2% cada.

Os dados mostram que a agenda pública no estado segue fortemente concentrada em temas estruturais, especialmente segurança e serviços básicos, com menor peso para pautas econômicas mais amplas.

Confira aqui os resultados das sondagens para governador e Senado.

Segurança domina em todos os campos políticos

A violência aparece como principal problema em praticamente todos os segmentos ideológicos, mas com intensidade diferente. Entre eleitores de direita não bolsonarista, o índice chega a 51%, o mais alto do levantamento.

Já entre independentes, são 37%, mesmo porcentual registrado entre bolsonaristas, enquanto entre lulistas o número é de 31% e entre a esquerda não lulista38%.

A saúde surge como segundo maior problema em todos os grupos, com variação entre 22% e 28%, enquanto o desemprego tem maior peso entre independentes (11%) e bolsonaristas (10%).

TV ainda lidera, mas redes sociais encostam

O levantamento também mostra como o eleitor baiano se informa sobre política. A TV segue como principal fonte, com 43%, mas as redes sociais já aparecem com 30% e se consolidam como segunda principal via de informação.

Outras fontes aparecem bem atrás: 12% citam outros meios6% sites e blogs, enquanto 4% dizem não se informar e apenas 3% mencionam o rádio.

Eleitorado majoritariamente independente

No recorte de posicionamento político, a pesquisa indica um eleitorado menos ideológico do que o debate público sugere.

Os independentes lideram, com 33%, seguidos por lulistas (26%) e eleitores de esquerda não lulista (16%).

Do outro lado, bolsonaristas somam 10%, enquanto a direita não bolsonarista aparece com 9%. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Perfil da amostra

A pesquisa também detalha o perfil dos entrevistados. As mulheres são maioria, com 53%, contra 47% de homens.

Por faixa etária, o maior grupo está entre 35 e 59 anos (47%), seguido por 16 a 34 anos (32%) e 60 anos ou mais (21%).

Em escolaridade, 49% têm ensino fundamental39% ensino médio e 12% ensino superior.

Na renda, 53% vivem com até dois salários mínimos36% entre dois e cinco salários e 11% acima disso.

No recorte religioso, 54% se declaram católicos24% evangélicos16% sem religião e 5% outras crenças.

Já na autodeclaração racial, 53% se identificam como pardos26% como pretos e 19% como brancos.

Leitura política

O levantamento mostra um eleitorado com prioridades bem definidas: segurança pública e saúde concentram as maiores preocupações, que atravessam todos os grupos políticos.

Ao mesmo tempo, o peso dos independentes e o crescimento das redes sociais como fonte de informação indicam um cenário mais volátil, em que o voto tende a ser menos ideológico e mais guiado por problemas concretos do dia a dia.

O levantamento ouviu 1,2 mil eleitores entre os dias 23 e 27 de abril, tem margem de erro de três pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-03657/2026.

Confira aqui o estudo completo.

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