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Palhinha defende que possível debate sobre Ana Paula ou Leo Prates fique para depois de 4 de outubro: ‘O grupo está unido’

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Evilásio Júnior

O vereador Orlando Palhinha (União Brasil) defendeu que uma eventual discussão sobre candidaturas da atual vice-prefeita Ana Paula Matos (UB) ou do deputado federal Leo Prates (Republicanos) à Prefeitura de Salvador em 2028 fique para depois das eleições de 4 de outubro.

Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar afirmou que o grupo político liderado pelo prefeito Bruno Reis permanece unido e que qualquer definição sobre a sucessão municipal deve ser feita somente após o resultado das urnas deste ano.

Para ele, antecipar a discussão sobre o próximo pleito municipal neste momento poderia tirar o foco da atual disputa eleitoral, que envolve a eleição para o Governo da Bahia, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Senado.

“O momento não é agora de falar de 2028. O momento é agora da eleição estadual, federal, deputado estadual e federal”, afirmou.

Questionado especificamente sobre a possibilidade de Ana Paula e Prates disputarem a sucessão de Bruno Reis, Palhinha evitou fazer uma escolha.

De acordo com o edil, não há a possibilidade de divisão dentro do grupo político que hoje administra a capital baiana.

“O grupo está unido, vai estar unido. Dois mil e vinte e oito vai ser conversado posteriormente a 4 de outubro”, apostou. “Não adianta se falar em 2028 sem enxergar o resultado que será de 4 de outubro”, acrescentou.

No campo oposicionista, o principal nome ventilado é o da atual ministra da Cultura, Margareth Menezes (PT).

Palhinha cita possibilidade de uma “terceira via”

Apesar de considerar antecipada a discussão sobre 2028, o vereador revelou haver um movimento político que poderá surgir como uma alternativa aos dois principais grupos que tradicionalmente disputam o poder em Salvador.

Sem antecipar nomes, Palhinha disse que se trata de um grupo que transita entre diferentes forças políticas.

“Tem. Aguarde que você vai ver”, afirmou, ao ser questionado sobre quem poderia representar a alternativa.

Palhinha apoia Leo Prates para deputado federal

Apesar de defender que o debate sobre 2028 seja adiado, Palhinha declarou apoio à reeleição de Leo Prates para deputado federal.

O vereador destacou a experiência do ex-secretário municipal de Saúde e afirmou que sua eleição representa um reforço da bancada baiana em Brasília.

“Estou feliz de estar apoiando o Leo Prates para deputado federal. Quem vai ganhar com isso é Salvador e a Bahia”, afirmou.

Para deputado estadual, Palhinha declarou apoio ao seu atual colega de Câmara Paulo Magalhães Júnior, também do União Brasil.

Palhinha vê avanço de ACM Neto no interior

Durante a entrevista, o vereador analisou ainda a disputa pelo Governo da Bahia e afirmou que percebe uma presença maior de ACM Neto no interior do estado em comparação com a eleição de 2022.

Palhinha reconheceu que o ex-prefeito cometeu erros na campanha anterior, mas avaliou que houve mudanças na estratégia política desde então.

Ele citou a aproximação com lideranças que anteriormente estavam em campos políticos diferentes e destacou a atuação de aliados no interior.

“Entendo que os erros cometidos foram reparados e, cada vez mais, é crescente no interior a presença dele e a visibilidade”, declarou.

Vereador critica sistema eleitoral

Durante a entrevista, Palhinha também voltou a criticar o sistema proporcional utilizado nas eleições para formar as casas legislativas brasileiras.

Ele lembrou que recebeu 8.564 votos na eleição municipal de 2024 e, mesmo assim, ficou na suplência.

Para o vereador, a situação demonstra a necessidade de discutir mudanças nas regras eleitorais.

“Não é justo. Tem vereador que teve a metade do seu voto. Não é possível. Alguma coisa está errada. Tem que mudar esse sistema”, afirmou.

Em 2024, oito edis foram eleitos com menos de 8,5 mil votos: Aladilce Souza (PCdoB), com 8.514; Eliete Paraguaçu (PSOL), 8.479; Fábio Souza (PRD), 7.828; Felipe Santana (PSD), 7.825; Hamilton Assis (PSOL), 7.691; Randerson Leal (Podemos), 7.534 votos; Alex Alemão (DC), 7.089; e Silvio Humberto (PSB), com 6.904 votos.

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