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Morre aos 60 anos o cantor Netinho, um dos maiores nomes do axé music
O cantor Netinho, um dos principais nomes da história do axé music, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, após enfrentar um câncer. A informação foi divulgada pelo portal BNews. O artista estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, onde recebia tratamento após o retorno de um linfoma não Hodgkin, doença que afeta o sistema linfático.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, construiu uma carreira marcada por sucessos nacionais e por sua contribuição para a popularização da música baiana. O cantor ganhou destaque especialmente durante a década de 1990, quando o axé conquistou espaço nas rádios e nos principais programas de televisão do país.
Cantor enfrentava tratamento contra o câncer
Netinho havia anunciado o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025. Na ocasião, precisou interromper compromissos profissionais, incluindo apresentações previstas para o Carnaval, para iniciar o tratamento.
Após receber atendimento médico e passar por uma primeira etapa de recuperação, o artista voltou a compartilhar momentos de sua rotina e informações sobre sua saúde nas redes sociais.
Entretanto, em 2026, exames identificaram o retorno da doença, levando à retomada das sessões de quimioterapia.
No final de setembro, o cantor voltou a ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, para dar continuidade ao tratamento.
Em comunicado divulgado naquele período, a assessoria informou que Netinho havia decidido se afastar temporariamente das redes sociais para concentrar seus esforços na recuperação.
A notícia da morte encerra um período de acompanhamento médico que mobilizou familiares, amigos e admiradores do artista.
Trajetória começou na Banda Beijo
A carreira de Netinho ganhou projeção nacional quando ele assumiu os vocais da Banda Beijo, grupo que marcou a música baiana no final dos anos 1980 e início da década de 1990.
À frente da banda, o cantor participou da expansão do axé music, estilo que misturava influências da música afro-baiana, ritmos carnavalescos e elementos da música popular brasileira.
O sucesso abriu caminho para apresentações em diferentes estados e consolidou Netinho como um dos artistas reconhecidos pelo público que acompanhava os trios elétricos e os grandes carnavais.
Posteriormente, ele decidiu seguir carreira solo, período em que alcançou alguns dos maiores sucessos de sua trajetória.
“Milla” marcou gerações e levou o axé ao Brasil
Entre as músicas mais conhecidas de Netinho está “Milla”, canção que se transformou em um dos grandes clássicos do axé music na década de 1990.
O repertório do cantor também inclui sucessos como “Menina”, “Prefixo de Verão” e “Beijo na Boca”, que ajudaram a consolidar sua presença nas rádios, festas populares e micaretas.
Com apresentações marcadas pela energia dos trios elétricos e pela interação com o público, Netinho participou de um período de grande expansão comercial da música produzida na Bahia.
Sua carreira acompanhou o crescimento do axé como fenômeno nacional, ao lado de outros artistas que contribuíram para transformar o Carnaval de Salvador em uma referência da música brasileira.
Problemas de saúde marcaram os últimos anos
Além do tratamento contra o câncer, Netinho enfrentou outros problemas de saúde ao longo da carreira.
Em 2013, o cantor passou por um período de internação em razão de complicações médicas graves. Durante o tratamento, sofreu acidentes vasculares cerebrais e precisou enfrentar uma longa recuperação.
Mesmo diante das dificuldades, voltou gradualmente às atividades e manteve contato com o público por meio de apresentações e publicações nas redes sociais.
Nos últimos anos, o artista também utilizava seus perfis para comentar acontecimentos do país, compartilhar opiniões e divulgar informações sobre sua rotina.
Legado permanece na história da música baiana
A trajetória de Netinho está diretamente relacionada à consolidação do axé music como um dos principais movimentos musicais surgidos na Bahia.
Ao longo de sua carreira, o cantor contribuiu para levar o repertório carnavalesco baiano a públicos de diferentes regiões do Brasil, participando de programas de televisão, festivais, micaretas e grandes apresentações.
Sucessos que marcaram sua carreira continuam associados à memória dos carnavais da década de 1990 e permanecem presentes em festas e celebrações populares.
Com sua morte, a música baiana perde um dos artistas que participaram da expansão nacional do axé, deixando um repertório que atravessou gerações e ajudou a construir a identidade musical do Carnaval de Salvador.
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