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MAURO VIEIRA DIZ QUE NOVO TARIFAÇO DOS EUA TEM MOTIVAÇÃO POLÍTICA E “NÃO TEM LASTRO COM A REALIDADE”
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (16) que o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros tem motivação política e não apresenta justificativa comercial consistente.
Segundo o chanceler, as novas tarifas de 25% impostas pelo governo norte-americano são injustificadas e baseadas em alegações que, na avaliação do governo brasileiro, “não têm lastro com a realidade”. A medida foi confirmada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e tem início previsto para 22 de julho.
Durante um pronunciamento, Mauro Vieira criticou as investigações realizadas pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Para o ministro, os procedimentos foram conduzidos de forma unilateral e não justificariam a aplicação das tarifas contra produtos brasileiros.
“Não há justificativa para a adoção de tarifas contra os produtos brasileiros”, afirmou o chanceler.
Governo diz ter mantido mais de 30 reuniões com os EUA
Mauro Vieira também destacou que o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões com autoridades norte-americanas desde março de 2025. Segundo ele, os encontros ocorreram de forma presencial, virtual e por telefone, envolvendo representantes dos dois países em diferentes níveis.
Na avaliação do ministro, o Brasil apresentou informações e argumentos durante as negociações, mas as medidas anunciadas por Washington ainda assim avançaram.
O chanceler afirmou que o governo brasileiro continuará buscando o diálogo com os Estados Unidos, apesar da decisão de aplicar as novas tarifas.
Tarifas começam a valer em 22 de julho
A nova cobrança adicional deverá entrar em vigor no dia 22 de julho. Apesar da tarifa de 25%, uma extensa lista de produtos brasileiros foi excluída da cobrança adicional anunciada pelos Estados Unidos.
A medida aumenta a tensão comercial entre os dois países e deve provocar novas negociações entre os governos brasileiro e norte-americano.
Até o momento, o governo brasileiro ainda avalia quais medidas poderá adotar diante da decisão dos Estados Unidos.
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