Mundo
Fome mundial atinge 645 milhões de pessoas, aponta relatório da ONU
A fome continua sendo um dos maiores desafios humanitários do planeta. De acordo com um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 645 milhões de pessoas enfrentaram a fome em 2025, o equivalente a aproximadamente 8% da população mundial. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelas agências da ONU responsáveis pelo monitoramento da segurança alimentar.
Embora o número represente uma redução em relação aos anos anteriores, o relatório alerta que o mundo ainda está longe de alcançar a meta de erradicar a fome até 2030, prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
África concentra os maiores índices
Segundo o estudo, a África segue como o continente mais afetado pela insegurança alimentar. Em algumas regiões, mais de 20% da população sofre com a falta de acesso regular a alimentos suficientes.
Conflitos armados, eventos climáticos extremos, crises econômicas e o aumento do custo dos alimentos continuam sendo apontados como os principais fatores para a persistência da fome em diversas partes do mundo.
América Latina apresenta melhora
O relatório destaca que a América Latina e o Caribe registraram avanços nos últimos anos, com redução no número de pessoas em situação de fome. Ainda assim, milhões de habitantes da região continuam enfrentando dificuldades para garantir alimentação adequada.
As agências da ONU ressaltam que políticas públicas de combate à pobreza e programas de proteção social têm contribuído para essa melhora.
Insegurança alimentar segue elevada
Além das pessoas que enfrentam a fome, bilhões ainda convivem com algum grau de insegurança alimentar, ou seja, não têm acesso regular a alimentos nutritivos e em quantidade suficiente.
O relatório alerta que a inflação dos alimentos, os efeitos das mudanças climáticas e os conflitos internacionais continuam pressionando os sistemas de produção e distribuição de alimentos.
ONU cobra ações globais
As Nações Unidas defendem o fortalecimento de investimentos em agricultura sustentável, programas de assistência social e ações voltadas à redução da pobreza para reverter o cenário.
Segundo o relatório, sem medidas mais efetivas, o mundo dificilmente conseguirá cumprir o compromisso de acabar com a fome até 2030, meta estabelecida pela Agenda 2030 da ONU.
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