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Aladilce lamenta baixa presença feminina nas chapas majoritárias e diz que mulheres não podem ficar fora dos espaços de poder
Confirmada como segunda suplente do senador Jaques Wagner (PT) na disputa pela reeleição, a vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) avaliou que a participação feminina nas principais chapas majoritárias das eleições deste ano na Bahia ficou aquém do esperado.
Em entrevista ao Blog do Vila, a parlamentar afirmou que a presença das mulheres nos espaços de poder precisa ser ampliada e defendeu que nenhuma composição eleitoral seja formada sem representação feminina.
“Nós tínhamos uma expectativa maior, mas vamos aproveitar esse espaço para contribuir com o debate da necessidade de as mulheres serem promovidas nesses espaços. Nenhuma chapa deve sair sem mulheres”, afirmou.
Nas duas principais coligações que disputam o Governo da Bahia, as mulheres ficaram restritas às vagas de suplência ao Senado. Pela chapa governista, Jailma Gama ocupa a segunda suplência de Rui Costa (PT), enquanto Aladilce marchará com Wagner. Na oposição, Suzana Ramos é a primeira suplente de João Roma (PL), e Edylene Ferreira aparece como segunda suplente de Angelo Coronel (Republicanos).
Já entre as candidaturas de partidos fora da polarização principal, a presença feminina é mais expressiva. O PSOL tem Meire Reis como candidata a vice-governadora, Delliana Ricelli na disputa pelo Senado e Cris Marques como segunda suplente. Na Unidade Popular (UP), Marília Regina compõe a chapa como postulante a vice.
Para Aladilce, a baixa representatividade contrasta com o perfil do eleitorado baiano e, especialmente, da capital.
“Somos maioria da população e maioria do eleitorado. Salvador é a capital mais feminina do Brasil, com 53,4% de mulheres. Precisamos consolidar e ampliar nossa presença nesses espaços”, observou.
A vereadora também afirmou que pretende utilizar a condição de suplente para fortalecer pautas ligadas aos direitos das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.
“O feminicídio está aí e nós temos que falar sobre isso. As mulheres falam melhor das dores que enfrentam, da dupla jornada de trabalho, da desvalorização, da exclusão e da violência. Esse é o nosso papel nesse momento histórico”, declarou.
De acordo com Aladilce, a presença feminina na política é essencial para ampliar a representatividade e fortalecer o debate sobre temas que afetam diretamente as mulheres.
“Coloco o nosso mandato à disposição dessa representação. É preciso reforçar a presença das mulheres justamente no momento em que surgem discursos que tentam diminuir a nossa participação. Nós sabemos votar e sabemos ocupar esses espaços”, considerou.
Há quatro anos, enquanto não havia representação feminina no grupo principal de Jerônimo Rodrigues (PT) — só Hildinha Meirelles entrou como segunda suplente do senador Otto Alencar (PSD) —, pelo menos a chapa de ACM Neto (União Brasil) contava com a empresária Ana Coelho como postulante a vice-governadora.
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