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Marta Rodrigues diz que PT ainda discute eleição na Câmara e aponta divergências ideológicas com Aleluia

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Foto: Evilásio Júnior

A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores ainda discute qual será seu posicionamento na eleição para a presidência da Câmara Municipal de Salvador.

Em entrevista à Metropolitana FM, nesta terça-feira (3), a petista indicou resistência ao apoio à candidatura de Alexandre Aleluia (Novo), ao apontar divergências ideológicas com o parlamentar, mas ressaltar que a decisão será construída coletivamente com os partidos que integram a oposição.

De acordo com Marta, PT, PCdoB e PSB ainda precisam concluir as discussões internas. O PSOL também está entre as legendas que apresentam ressalvas à possibilidade de apoiar Aleluia. A vereadora afirmou que o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), tem conduzido as conversas, mas que os partidos precisam avaliar o cenário antes de definir uma posição.

“Nós temos nossas posições ideológicas que diferem frontalmente do que o vereador Aleluia defende. E é por isso que nós estamos consultando os nossos partidos”, declarou.

A petista também lembrou embates anteriores com Aleluia, especialmente durante o primeiro mandato do vereador, quando ele apresentou projetos como o Escola Sem Partido e o ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. Em contraposição, Marta citou a iniciativa Escola Livre da Mordaça, apresentada por ela e outros parlamentares.

Petista questiona número de apoios anunciado por Aleluia

Durante a entrevista, Marta também contestou a quantidade de vereadores apresentada pela candidatura de Aleluia após a declaração de apoio do atual presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB). Enquanto o material de divulgação do candidato contabilizou 35 adesões, a vereadora afirmou que o número efetivo seria menor, já que os dez integrantes da oposição ainda não definiram seus votos.

Na avaliação de Marta, Aleluia teria 33 apoios, considerando a adesão de Muniz e os nomes que ainda não formalizaram uma posição contrária ou favorável dentro da oposição. A vereadora ressaltou, entretanto, que não existe uma decisão fechada da bancada.

“Ele tinha 32. Sem o apoio de Muniz. Como Muniz declarou ontem, ele ficou com 33 votos”, afirmou.

A parlamentar acrescentou que a oposição precisa acelerar as discussões, diante da possibilidade de antecipação da eleição para a Mesa Diretora. Segundo ela, a definição também passa pela necessidade de preservar a unidade dos dez vereadores que integram o bloco.

“A gente faz muito debate, muito diálogo interno, mas, quando toma uma posição, toma uma posição com capilaridade, para evitar depois toda a situação que nós estamos vivendo no Brasil e no mundo também”, disse.

Marta reconhece relação institucional respeitosa com Aleluia

Apesar das divergências políticas e ideológicas, Marta afirmou que mantém uma relação institucional de diálogo com Aleluia nas atividades da Câmara. A vereadora integra o Conselho de Ética, presidido pelo parlamentar, e destacou a condução dos processos contra os vereadores Eliete Paraguassu (PSOL) e Hamilton Assis (PSOL).

Na avaliação da petista, Aleluia garantiu espaço para o contraditório e permitiu que os integrantes do colegiado analisassem os relatórios antes das deliberações.

“Ele teve uma postura muito republicana do debate, do respeito, de garantir o contraditório”, avaliou.

Marta também afirmou que a convivência entre os parlamentares precisa ser preservada independentemente do resultado da eleição, já que Aleluia e os vereadores da oposição deverão compartilhar o Legislativo durante os próximos dois anos.

Para a vereadora, a construção de um ambiente de diálogo é importante para que a Câmara consiga discutir e votar projetos de interesse da cidade, sem transformar as divergências políticas em conflitos permanentes.

Fonte: Blog do Vila

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