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Justiça

Defesa de Daniel Vorcaro aciona OEA por liberdade e tenta reunião com Fachin

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A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), para questionar a prisão preventiva do empresário e pedir uma decisão sobre sua liberdade.

Os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz afirmam que Vorcaro enfrenta violações de direitos fundamentais, entre elas a demora na análise do pedido de soltura apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 18 de setembro.

A defesa também questiona a permanência do caso no Supremo, sob o argumento de que o empresário não possui foro por prerrogativa de função, e aponta a divulgação de conversas extraídas do celular apreendido pela Polícia Federal.

Defesa questiona demora no STF

O pedido de liberdade ainda não foi analisado. Após mudanças na condução dos processos relacionados ao Banco Master, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu manter provisoriamente os autos sob responsabilidade da Presidência da Corte, inclusive para decisões urgentes, como a revisão de prisões preventivas.

Os advogados afirmam que a decisão não resolveu a situação e solicitaram uma audiência com Fachin. O encontro está previsto para esta terça-feira (3), às 16h, no gabinete da Presidência. Segundo informações divulgadas pelo SBT News, porém, a defesa deverá ser recebida por um juiz auxiliar, e não pessoalmente pelo ministro.

Investigação envolve suspeitas de crimes financeiros

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025 e voltou à prisão em março de 2026, por determinação do ministro André Mendonça.

Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o ex-banqueiro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e outras 13 pessoas por suspeitas de crimes financeiros relacionados à negociação de carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB.

A defesa classificou o relatório policial como precipitado e contestou as conclusões da investigação. O indiciamento representa uma etapa do procedimento policial e não equivale a uma condenação.

Ao recorrer à comissão internacional, os advogados pedem que o Estado brasileiro responda pelas supostas violações e que haja uma decisão em prazo razoável sobre a situação de Vorcaro.

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