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Governo da Bahia prepara nova gestão da Fonte Nova e Grupo City pode entrar na disputa após 2028

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Foto: Divulgação / Acelen

O Governo da Bahia iniciou os preparativos para definir quem ficará responsável pela administração da Arena Fonte Nova após o encerramento da atual Parceria Público-Privada (PPP), previsto para 31 de março de 2028. A decisão abre caminho para um novo modelo de gestão do estádio, que poderá contar com a participação do City Football Group, controlador da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Esporte Clube Bahia.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, revelou que o governo contratou a BahiaInveste para realizar estudos técnicos e elaborar um diagnóstico sobre a situação da arena.

O trabalho servirá de base para a definição das regras de uma futura licitação, que escolherá o responsável pela administração do equipamento.

Grupo City já demonstrou interesse na Fonte Nova

O interesse do Grupo City em assumir a gestão do estádio já havia sido reconhecido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), em fevereiro deste ano, durante o lançamento da pedra fundamental do novo centro de treinamento do Bahia, em Camaçari.

Na ocasião, o governador confirmou a existência de conversas sobre a possibilidade de o conglomerado participar da administração da arena.

Entretanto, Augusto Vasconcelos afirmou que não existem negociações recentes entre o Governo do Estado e o Grupo City sobre o assunto.

Segundo o secretário, a escolha do futuro administrador dependerá de um processo licitatório, no qual poderão participar diferentes empresas interessadas.

Fonte Nova passará integralmente ao Estado em 2028

O contrato original da Fonte Nova foi firmado em janeiro de 2010, durante o governo de Jaques Wagner (PT), com duração prevista de 35 anos, até 2045.

Entretanto, um acordo assinado em outubro de 2021 reduziu o prazo da concessão em 17 anos, antecipando seu encerramento para março de 2028.

Com o fim da parceria, o estádio e seus equipamentos passarão integralmente ao Governo da Bahia.

A nova contratação deverá ter características diferentes da atual PPP, uma vez que o Estado não precisará repetir o modelo utilizado para reconstruir e operar a arena.

Acelen assume naming rights, mas governo nega ligação com possível gestão do City

O debate sobre o futuro da Fonte Nova ganhou força após o anúncio da Acelen como nova detentora dos direitos de nome do estádio, oficializado na segunda-feira (19).

A empresa do setor energético possui ligações empresariais com o Mubadala Capital, grupo também relacionado ao City Football Group.

Apesar das conexões, o secretário Augusto Vasconcelos descartou qualquer relação entre o contrato de naming rights e uma possível transferência da administração da Fonte Nova para o conglomerado.

O governo afirma que a futura concessão será definida por licitação.

Arena registrou prejuízo de R$ 15,8 milhões em 2025

O debate sobre a nova gestão também ocorre diante dos resultados financeiros da Fonte Nova.

Segundo relatório analisado pelo Bahia Notícias, a arena registrou prejuízo de R$ 15,8 milhões em 2025, apesar de alcançar receita operacional líquida de R$ 89,3 milhões.

O resultado reforça a importância da análise econômica do futuro modelo de administração, especialmente em relação aos custos de manutenção, exploração comercial e realização de eventos.

A expectativa é que os estudos contratados pelo Governo da Bahia ajudem a definir um formato de gestão que permita a utilização do estádio para partidas de futebol, shows e outras atividades culturais.

Até o momento, não existe decisão sobre quem assumirá a administração da Fonte Nova a partir de 2028.

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