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O Salto Coletivo celebra aniversário transformando a advocacia feminina em Salvador

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A advocacia sempre foi marcada por uma estrutura tradicional, onde a disputa por espaço e o machismo corporativo ditavam o ritmo dos escritórios. Romper com esse cenário exige mais do que competência técnica; demanda estratégia e o fortalecimento de redes de apoio mútuo que subvertam essa lógica. Em Salvador, onde a advocacia de negócios e o litígio tradicional costumam isolar profissionais autônomas e donas de escritórios, a existência de um espaço exclusivo para o público feminino deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade de mercado.

O Salto Coletivo surge justamente como o único grupo na capital baiana dedicado a conectar advogadas sob uma lógica de não-competição. A iniciativa mostra que a união estratégica entre mulheres não apenas abre portas comerciais, mas também combate a solidão corporativa e transforma a maneira como essas profissionais gerenciam suas carreiras.

No próximo dia 30 de julho de 2026, a partir das 19h, a comunidade comemora seu segundo ano de fundação. A celebração será realizada no Cork Wine Lab, localizado na Pituba, em Salvador. Mais do que um brinde ao aniversário, o evento reflete o que o grupo defende: um ambiente de descompressão, trocas reais e conexões de valor, embalado pelo som de um saxofone ao vivo.

A história do Salto começou a ganhar forma em julho de 2024. Idealizado pelas advogadas Bruna Curci, Amanda Viana e Luciana Caldas, o projeto nasceu para sanar uma dor latente na profissão: o isolamento de quem decide empreender e tocar o próprio escritório.
“O Salto Coletivo nasceu de um desejo muito simples, mas muito profundo: que nenhuma advogada precisasse construir sua carreira sozinha. Ver esse sonho completar dois anos é uma emoção difícil de traduzir em palavras. Ao longo desse tempo, descobrimos que uma comunidade pode ser muito mais do que um espaço de networking; ela pode ser um lugar de pertencimento, de acolhimento, de aprendizado e de coragem”, destaca Bruna Curci.

A lógica inicial era prática e colaborativa. Se uma integrante recebesse uma demanda fora de sua especialidade, em vez de dispensar o cliente, ela indicaria uma colega da comunidade. Rapidamente, o ecossistema provou que as mulheres não precisam competir entre si para alcançar o topo. No Salto, a premissa é: primeiro cria-se o vínculo e o pertencimento; os contratos e parcerias surgem como consequência natural dessa confiança.

“O Salto é ambiência, pertencimento. É elo, é união feminina sem competição, é crescer junto trocando sobre a vida e sobre a profissão. Mas, também, é networking de verdade, dessas que rendem indicação, parceria, porque aqui a gente entende que negócio também se constrói com afeto. Enfim, é potência coletiva, uma rede grande, plural, de advogadas que se sustentam e se impulsionam”, pontua Amanda Viana.

Essa visão estratégica de negócios baseada no afeto e na reciprocidade redefine a forma como as conexões profissionais são geradas na capital baiana. “Quando pensamos no Salto, a ideia era simples: criar o ambiente que nós mesmas gostaríamos de encontrar na advocacia, onde advogadas pudessem construir relações de confiança antes mesmo de construir negócios. Eu sempre acreditei que conexões verdadeiras geram oportunidades de negócio muito mais sólidas do que vínculos construídos apenas por conveniência. Ver essa rede se fortalecer ao longo desses dois anos é a confirmação de que existe, sim, uma forma mais humana, ética e inteligente de construir uma carreira na advocacia”, explica Luciana Caldas.

Ao longo desses 24 meses, o coletivo fincou raízes promovendo encontros que vão muito além das tradicionais palestras de direito. A lista de atividades acumuladas impressiona pela pluralidade: o grupo já realizou desde rodas de conversa e treinamentos profissionais até oficinas de desenvolvimento pessoal, jantares, atividades físicas e encontros sobre astrologia e cultura.

Essa abordagem humanizada atrai profissionais de diferentes idades e nichos de atuação, todas unidas pelo desejo de exercer a advocacia respeitando seus próprios ritmos e sensibilidades. Sob os pilares da não-competição, da ética e da generosidade intelectual, o Salto Coletivo tem se destacado como uma das principais referências nacionais em comunidades femininas jurídicas, provando que o afeto e a alta performance podem caminhar lado a lado.

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