Justiça
Justiça do Trabalho derruba decisão que suspendia eleição da Fecomércio-BA e afastava presidente
A Justiça do Trabalho cassou a decisão liminar que havia suspendido o processo eleitoral da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) e determinado o afastamento do atual presidente da entidade. Com a nova decisão, o processo eleitoral volta a ter validade, assim como os atos administrativos praticados pela direção da federação.
A reviravolta judicial ocorreu após análise do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), que reconsiderou os efeitos da medida anterior. Na prática, a decisão restabelece a normalidade institucional dentro da Fecomércio-BA, uma das principais entidades representativas do setor produtivo no estado.
Processo eleitoral volta a ter validade
Com a cassação da liminar, o cronograma eleitoral da entidade volta a seguir seu curso regular, permitindo a continuidade do processo de escolha da nova diretoria. A decisão também invalida, de forma prática, os efeitos do afastamento do presidente, que retorna ao comando da federação até nova deliberação judicial ou conclusão do pleito.
A Fecomércio-BA representa sindicatos patronais dos setores de comércio, serviços e turismo e tem forte peso institucional na economia baiana, além de integrar o Sistema Comércio, responsável pela administração regional de instituições como Sesc e Senac.
Disputa judicial expõe tensão interna na entidade
O caso ocorre em meio a um ambiente de disputa interna envolvendo o comando da federação e a condução do processo eleitoral. A judicialização da eleição evidenciou divergências dentro da entidade sobre regras, legitimidade do pleito e condução administrativa.
Apesar do embate, a nova decisão da Justiça trabalhista devolve segurança jurídica temporária ao processo, evitando paralisações que poderiam gerar impactos institucionais no funcionamento da federação.
Entidade mantém peso estratégico na economia baiana
Fundada em 1947, a Fecomércio-BA reúne dezenas de sindicatos empresariais e atua diretamente na defesa dos interesses do comércio de bens, serviços e turismo no estado. A instituição também tem papel relevante na formulação de estudos econômicos e na articulação de pautas do setor produtivo junto ao poder público.
Com a decisão judicial, a expectativa agora gira em torno dos próximos passos do processo eleitoral e de possíveis novos recursos envolvendo a disputa pelo comando da entidade. LEIA A DECISÃO NA ÍNTEGRA
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