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Vereadores apostam que Aleluia não disputará vaga na Câmara Federal e mira presidência da CMS

Publicado

em

Antonio Queirós / CMS

A sucessão na presidência da Câmara Municipal de Salvador, prevista apenas para fevereiro de 2027, já começou — e com um protagonista que, oficialmente, ainda nem entrou no jogo.

Nos bastidores, o nome do vereador Alexandre Aleluia (Novo) passou a ser tratado como central no rearranjo de forças dentro da Casa, após sua saída do PL na última janela partidária.

Embora o discurso público ainda sustente a possibilidade de candidatura a deputado federal, vereadores ouvidos pela coluna são praticamente unânimes: Aleluia não deve disputar vaga em Brasília.

A leitura dominante é de que seu nome foi mantido no tabuleiro eleitoral apenas como estratégia para dar densidade ao Novo e ajudar a legenda a atingir o objetivo mínimo de eleger ao menos um parlamentar.

“Não creio que será candidato este ano. Está todo mundo de olho nesse movimento”, confidenciou um interlocutor próximo à base.

Plano maior passa pela presidência da Câmara

A avaliação interna é de que o verdadeiro projeto de Aleluia mira a presidência da Câmara. E mais: a construção do caminho teria passado por um acordo político mais amplo, que envolveria o Palácio Thomé de Souza e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

De acordo com as fontes, a desistência do ex-deputado José Carlos Aleluia de disputar o Governo do Estado não foi um movimento isolado, mas parte de um pacto que abriu espaço para o avanço do filho no Legislativo municipal.

“Ele larga na frente, até pelas relações que construiu com um segmento muito forte na Casa”, afirmou um aliado.

A única variável capaz de alterar o cenário, segundo vereadores, seria justamente a candidatura ao Congresso — hipótese considerada remota.

Muniz perde força e vê sucessão escapar

Enquanto Aleluia consolida terreno, o atual presidente Carlos Muniz (PSDB) enfrenta dificuldades para manter o controle do processo sucessório.

Inicialmente, Muniz trabalhava com três alternativas:

  • Reeleição própria (hoje praticamente descartada por falta de lastro);
  • Sidninho (PP) como sucessor direto;
  • Maurício Trindade (PSDB), já reposicionado partidariamente para fortalecer a nominata tucana, a fim de favorecer a candidatura de Carlos Muniz Filho ao Congresso.

Nenhuma das opções prosperou.

A tentativa de emplacar Sidninho sofreu um revés simbólico e político: ele sequer conseguiu assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), hoje comandada justamente por Aleluia — movimento interpretado como sinal claro de falta de respaldo interno.

“Se bancassem a CCJ, seria um sinal. Não bancaram. Foi aí que nasceu Aleluia”, relatou uma fonte.

Ricardo Almeida surge, mas enfrenta resistência

Como reação, Muniz passou a apostar no nome de Ricardo Almeida (DC), que se aproximou do presidente e passou a ser tratado nos bastidores como “neomunizista“.

O movimento, no entanto, encontra forte resistência, apesar da experiência e do protagonismo do vereador na Casa.

“Ele tem muita rejeição lá embaixo e na oposição”, disse um aliado, ao desacreditar na viabilidade.

Kiki e Daniel aguardam definição no silêncio

Outros nomes correm por fora, mas adotam estratégia de cautela:

  • Kiki Bispo (União Brasil), líder do governo, que nunca escondeu o desejo de presidir a Casa;
  • Daniel Alves (PSDB), bem relacionado com o empresariado e o Executivo.

Ambos evitam exposição precoce — e com razão.

“Historicamente, quem é lançado cedo morre na praia”, lembrou um integrante da base, ao citar tentativas frustradas no passado, como a do próprio Kiki, na sucessão de Geraldo Júnior (MDB).

A leitura predominante é de que a eleição será definida “lá embaixo”, com influência indireta do Executivo — mas sem interferência direta de ACM Neto, mesmo em eventual cenário de vitória estadual.

Cenário eleitoral reforça leitura interna

Curiosamente, o comportamento eleitoral dos nomes envolvidos reforça a tese de que o foco está na disputa interna da Câmara:

  • Aleluia e Trindade ainda mantêm, formalmente, projetos para o Congresso, mas somente o segundo deve permanecer no páreo;
  • Sidninho, Ricardo e Kiki recuaram da disputa eleitoral;
  • Daniel Alves sequer entrou no radar das eleições.

O desenho fortalece a percepção de que o verdadeiro jogo está na sucessão da CMS, e não nas urnas deste ano.

Consenso: terceiro mandato de Muniz não passa

Se há um ponto pacificado na Casa é a inviabilidade de um terceiro mandato consecutivo de Carlos Muniz.

Nos bastidores, o recado é direto: não há apoio político para sustentar a tentativa.

Se nada mudar drasticamente, o roteiro já parece desenhado: a eleição de 2027 começou em 2026 — e Alexandre Aleluia entrou antes de todo mundo.

Aladilce fora da suplência

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) não deve mais integrar a suplência do senador Jaques Wagner (PT).

A vaga deve ficar com o PSD, que ficou fora da chapa majoritária. A possibilidade de segunda suplência foi descartada pela própria vereadora.

Podemos esvaziado e crise exposta

O vereador João Cláudio Bacelar, presidente municipal do Podemos, foi pego de surpresa com o esvaziamento do partido.

A legenda não disputará cadeiras nem na Câmara nem na Assembleia, após falhas na articulação da base governista.

O controle da sigla foi assumido por aliados de ACM Neto, por meio do ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho, agora cotado para a suplência do senador Angelo Coronel (PSD), como antecipou o Blog do Vila.

Bacelar não esconde a insatisfação: “Eu vou estar onde Jerônimo estiver. Quando abrir a janela, vou buscar outro caminho”.

A tendência é de que Randerson Leal siga o mesmo destino em 2028.

 

Fonte: Blog do Vila

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