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Política

Podemos pode abrigar Coronel e romper com governo; Samuel Júnior admite convite e avalia mudança partidária

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Evilásio Júnior
Evilásio Júnior

A possível mudança de comando do Podemos na Bahia, com a chegada do senador Ângelo Coronel (sem partido) e de seu grupo político, pode provocar um novo abalo na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e redesenhar o cenário partidário para as eleições de 2026.

Informações de bastidores obtidas pelo Blog do Vila aponta que Coronel negocia assumir o controle da legenda no estado e levar para o partido filhos, aliados e prefeitos ligados ao seu grupo, o que significaria, na prática, o rompimento do Podemos com o governo estadual e sua aproximação com o campo da oposição liderado por ACM Neto (União Brasil). Conforme a apuração, a movimentação depende agora de entendimento com o atual presidente da sigla Heber Santana para ser efetivada.

O tema veio à tona durante entrevista do deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) à rádio CBN Salvador. O parlamentar confirmou que conversou recentemente com Coronel em Brasília e revelou que recebeu um convite para acompanhar o senador em um eventual movimento partidário.

Segundo ele, a conversa ocorreu há cerca de duas semanas.

“Coronel me fez o convite para que, no partido que ele pudesse ir, eu pudesse estar junto com ele. A gente tem uma relação de amizade e ele perguntou se seria possível sentarmos para conversar”, afirmou.

Movimento pode tirar partido da base do governo

Caso se confirme, a operação teria peso simbólico importante na disputa política baiana.

Hoje, o Podemos integra a base do governo Jerônimo, mas a eventual chegada de Coronel poderia mudar o alinhamento da legenda.

O próprio Samuel Júnior destacou que um movimento do tipo teria impacto político relevante.

“Você pega um partido que hoje está na base do governo e leva para o outro lado. Isso cria um fato político importante no processo eleitoral”, avaliou.

Nos bastidores, a articulação envolveria também deputados e aliados próximos da família Coronel, o que ampliaria a presença do grupo na nova legenda. Nos cálculos do senador, serão levados consigo cerca de cinco candidatos a deputado estadual e até quatro para federal.

Deputado admite que pode avaliar ida para o Podemos

Em meio à reorganização partidária, Samuel Júnior reconheceu que também avalia seu futuro político e não descartou a possibilidade de migrar para o Podemos, caso o cenário se confirme.

“Hoje o Podemos é uma conversa que pode se ter. Não descarto essa possibilidade”, disse.

O deputado explicou que seu principal foco é garantir viabilidade eleitoral para o grupo político que lidera, especialmente para a candidatura a deputado federal do vereador Abraão Reis, de Lauro de Freitas.

Segundo ele, esse fator é determinante para qualquer decisão.

“O nosso quebra-cabeça está centrado em buscar um abrigo partidário que viabilize a candidatura de Abraão a deputado federal”, afirmou.

PDT está descartado

Se o Podemos aparece como possibilidade, o mesmo não ocorre com o PDT, partido pelo qual Samuel Júnior já foi eleito deputado estadual.

O parlamentar descartou qualquer retorno à legenda, mesmo que a sigla aceite regressar ao grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (União).

“Para o PDT eu já garanto que é um partido que a gente nem sentaria para conversar. Não existe nenhuma possibilidade de retorno”, declarou.

A justificativa, segundo ele, está nas diferenças ideológicas e no alinhamento nacional da sigla com setores da esquerda.

Republicanos e PL seguem no radar

Apesar das conversas em andamento, Samuel Júnior afirmou que não tem motivação pessoal para deixar o Republicanos, partido pelo qual foi eleito e onde foi o deputado estadual mais votado da legenda na última eleição.

Ele admitiu, no entanto, que também mantém diálogo com o PL, partido com o qual possui proximidade política e religiosa.

“Hoje estou no Republicanos e não existe motivação pessoal para sair. Mas estamos conversando com outras agremiações porque precisamos construir um caminho viável para a eleição”, explicou.

Com a janela partidária aberta até 4 de abril, o deputado avalia que novas movimentações ainda devem ocorrer no tabuleiro político baiano.

“Até o fechamento da janela partidária muitas coisas ainda vão acontecer na política da Bahia”, projetou.

Fonte: Blog do Vila

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