Notícias
Lula promulga acordo Mercosul-União Europeia e diz que pacto foi firmado com “ferro, suor e sangue”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (28) o decreto de promulgação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, oficializando a adesão brasileira ao tratado após décadas de negociações. Durante a cerimônia, Lula classificou o pacto como resultado de uma construção diplomática difícil e afirmou que o acordo foi firmado com “ferro, suor e sangue”.
Segundo o presidente, a assinatura representa não apenas um avanço comercial, mas também uma resposta política em defesa do multilateralismo e da cooperação internacional em um cenário global marcado por disputas econômicas e medidas protecionistas.
Acordo encerra negociação iniciada há mais de duas décadas
As negociações entre os dois blocos se arrastaram por mais de 25 anos, enfrentando entraves relacionados a tarifas agrícolas, exigências ambientais, regras sanitárias e interesses industriais dos países envolvidos. O acordo passou por diferentes fases até ser concluído e aprovado internamente pelos países signatários.
Com a promulgação no Brasil, a parte comercial do tratado começa a entrar em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, com implementação gradual das regras para adaptação dos setores econômicos.
Livre comércio deve ampliar mercado para exportações brasileiras
O pacto cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo mercados que somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto. A previsão é de redução progressiva de tarifas de importação para a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos, favorecendo setores como agronegócio, indústria de transformação e serviços.
Especialistas avaliam que o acordo pode ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu, além de atrair investimentos e fortalecer a posição do Brasil nas cadeias globais de comércio. Por outro lado, setores mais sensíveis da economia ainda discutem mecanismos de proteção e adaptação diante da maior concorrência internacional.
Governo trata pacto como marco diplomático
Ao defender o tratado, Lula afirmou que o Brasil buscou negociar em condições de igualdade e reforçou que o país não aceita papel subordinado nas relações comerciais internacionais. O governo trata a promulgação como um marco diplomático e econômico, apostando no acordo como instrumento para impulsionar crescimento, ampliar exportações e reforçar alianças estratégicas com a Europa.
-
Justiça28/04/2026JUSTIÇA DO TRABALHO CASSA DECISÃO QUE INTERROMPIA ELEIÇÕES DA FECOMÉRCIO BA E AFASTAVA PRESIDENTE
-
Brasil29/04/2026Brasil reduz em 42% as perdas florestais em 2025, aponta estudo
-
Justiça29/04/2026Justiça do Trabalho derruba decisão que suspendia eleição da Fecomércio-BA e afastava presidente
-
Notícias29/04/2026Alba aprova reajuste escalonado para professores da rede estadual da Bahia
-
Notícias29/04/2026PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira
-
Notícias29/04/2026Genial / Quaest mostra ACM Neto com 41% e Jerônimo com 37%


