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Política

Kléber Rosa descarta disputar federal e dobra aposta na Alba: ‘Vamos eleger dois’

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Foto: Evilásio Júnior

Pré-candidato do PSOL a deputado estadual endurece discurso sobre segurança, critica gestão petista na Bahia e minimiza risco de “choque” com Hilton Coelho

 

Apesar da pressão interna — e do alerta de aliados sobre o risco de o PSOL desperdiçar potencial eleitoral — Kléber Rosa bateu o martelo: vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.

Sem rodeios, ele deixou evidente que não pretende recuar nem migrar para a Câmara dos Deputados.

“Toda a minha movimentação é em função disso. Já anunciei minha pré-candidatura e articulei dobradinhas. É irreversível”, anunciou, em entrevista à CBN Salvador.

Nos bastidores, há quem defenda que Kléber teria mais viabilidade como federal — inclusive para evitar um possível “canibalismo eleitoral” com Hilton Coelho, hoje o principal nome do partido na Alba.

Na avaliação de Kléber, no entanto, o cenário é favorável para manter o mandato de Hilton e ampliar a bancada.

“Todas as nossas contas apontam para eleger pelo menos dois. Não tem disputa, tem soma”, projetou. “Precisamos preservar Hilton e crescer. Esse é o nosso projeto”, completou.

Segurança pública vira eixo — com ataque direto ao governo

 

O coração da candidatura de Kléber, que é investigador da Polícia Civil, está na segurança pública — e o tom é de enfrentamento.

Ele classifica o cenário como “genocida” contra a população negra e promete levar o debate para dentro da Assembleia com mais agressividade: “É inadmissível conviver com chacinas. Nosso povo vive com medo. As mães não dormem.”

Kléber também mirou diretamente o grupo petista, que governa a Bahia há quase duas décadas: “Esse governo não valoriza o serviço público e dificulta o acesso da população a serviços de qualidade.”

Além da segurança, ele apontou como alvos o colapso na regulação da saúde, a sobrecarga dos professores, a falta de estrutura para alunos com deficiência e o sucateamento do serviço público.

“Não é humano o trabalho do professor hoje”, considerou, embora, inclusive, reconheça avanços pontuais — como reformas em escolas. No entanto, ele diz que o modelo geral está falhando.

Senado: entre Rui e Wagner — ou nenhum dos dois

 

Em relação à disputa pelo Senado, Kléber sinalizou que pode votar em Rui Costa ou Jaques Wagner — mas condicionou a escolha à decisão do partido. “Ou vou de Rui ou de Wagner. Mas o voto será definido pelo partido”, considerou.

No entanto, outra possibilidade foi aberta: O PSOL pode não indicar voto para ninguém. Caso isso aconteça, ele promete assumir posição pública individual.

Mas faz questão de marcar território: “Não há nenhuma possibilidade de apoiar nomes ligados ao bolsonarismo.”

Questionado sobre o pré-candidato ao governo Ronaldo Mansur, ainda pouco conhecido, Kléber admite o desafio — mas banca a estratégia. “O PSOL sempre apresenta nomes novos. Eu também era desconhecido”, relativizou.

Quando se candidatou a governador, em 2022, Kléber Rosa obteve 48.239 votos. Dois anos depois, foi a grande surpresa na eleição para prefeito de Salvador, quando conquistou 138.610 votos e ficou na segunda colocação, 1.312 votos à frente do vice-governador e postulante palaciano Geraldo Júnior (MDB).

Confira a entrevista na íntegra:

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