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Política

Geddel reage à pressão sobre Geraldo Jr., fala em lealdade do MDB e avisa: ‘Acidente de percurso não muda chapa’

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Joá Souza / GOVBA

O ex-ministro da Integração Nacional e uma das principais lideranças do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, minimizou o episódio de gafe do vice-governador Geraldo Júnior (MDB). Esta semana, ele enviou por engano uma mensagem em um grupo de WhatsApp que comparava o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), a “um elefante em uma loja de cristal”, seguida da frase “mande viralizar”.

Em conversa com o Blog do Vila, o emedebista classificou o episódio como um acidente e disse que o caso não pode servir de argumento para questionar a permanência do MDB na vice da chapa governista.

“A vice a gente não senta para negociar. Sabemos o nosso tamanho e peso nacional e estadual. Como eu já disse, não vemos razão para mudança. Geraldo já explicou o que aconteceu. Mandou uma mensagem errada. Foi um acidente. Quem nunca mandou uma mensagem errada pelo WhatsApp?”, afirmou.

Segundo o ex-ministro, a mensagem não foi criada por Geraldo Júnior, mas recebida por ele e encaminhada de forma equivocada.

“Ele recebeu uma mensagem, não foi ele que criou. Ia mandar para o filho dele, Matheus [Ferreira], e acabou enviando em um grupo. Depois apagou, mas alguém tinha dado print e vazou”, disse.

“Não é motivo para falar em substituição”

Geddel afirmou que não vê razão para que o episódio seja usado como justificativa para discutir uma eventual substituição do MDB na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nos bastidores, fala-se em uma articulação de Rui para entregar o posto ao seu aliado Neto Caletto, deputado federal do Avante e genro do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD.

“Não quero crer que um acidente de percurso seja motivo para se falar em substituição de chapa”, declarou.

O emedebista também ressaltou que o partido tem mantido postura de lealdade ao projeto político liderado pelo PT na Bahia.

Segundo ele, um exemplo disso foi a posição adotada pelo MDB baiano em um manifesto nacional que defendia o rompimento da legenda com o governo do presidente Lula.

“O MDB nacional recebeu um manifesto com 17 diretórios estaduais defendendo rompimento com o PT e a Bahia não assinou. A Bahia tem peso fundamental na direção nacional. Quer demonstração maior de lealdade do que essa?”, questionou.

Críticas a ataques e comparação com Otto

Geddel também reclamou do que considera uma sequência de críticas dirigidas ao vice-governador.

“Todo dia é um ataque. Geraldo está sangrando com esses ataques há pelo menos cinco meses. Aí dizem que isso é cortina de fumaça para encobrir uma briga de Wagner e Rui. Não vou vestir a carapuça nem ser bode expiatório de brigas que não são nossas”, disse.

Ele citou como comparação um episódio que envolveu o senador Otto Alencar (PSD), que teria classificado a chapa governista como “carniça” em uma entrevista à imprensa nacional, mas depois atribuiu a fala a um equívoco da publicação por não estar familiarizada com o termo “carlista”.

“Otto chamou a chapa de carniça, depois se explicou e acabou. Por que ninguém pediu para tirar o PSD do grupo?”, afirmou.

Defesa de Geraldo após derrota em 2024

O ex-ministro também reagiu às críticas relacionadas à derrota de Geraldo Júnior na eleição para a Prefeitura de Salvador em 2024, quando terminou o pleito na 3ª colocação, atrás do prefeito Bruno Reis (União) e do postulante do PSOL, Kléber Rosa.

Segundo Geddel, o resultado eleitoral não pode ser usado para desqualificar o vice-governador politicamente.

“Aquilo foi um projeto de [Jaques] Wagner, não do MDB. Eu mesmo defendi que ele não saísse, mas respeitei a decisão dele”, afirmou.

Ele lembrou que derrotas eleitorais fazem parte da trajetória de diversos líderes políticos.

“Desde quando uma derrota eleitoral determina anulação política? Rui Costa não foi eleito vereador e depois virou secretário, deputado, governador e ministro. Lula perdeu quatro eleições antes de ser presidente. Wagner perdeu para prefeito de Camaçari antes de virar governador”, disse.

Geddel também citou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que ficou em terceiro lugar na disputa municipal de 2008 antes de vencer a eleição quatro anos depois.

MDB mantém reivindicação pela vice

Por fim, o dirigente emedebista afirmou que o partido mantém a expectativa de continuar na majoritária governista que irá disputar a eleição de outubro.

Ele também refutou a possibilidade de o MDB ser substituído por outro partido, como o Avante.

“Nada contra Carletto e o partido, mas acabou de sair a resolução do TSE e eles não passaram na cláusula de barreira e não têm tempo de TV”, disse.

Geddel afirmou ainda que o MDB aguarda uma definição política sobre o assunto.

“Até hoje o conselho político não se reuniu. Já passou da hora de se estabelecer um diálogo com clareza pelo governador Jerônimo”, cobrou.

De acordo com Jerônimo, a composição completa será anunciada ainda este mês.

Fonte: Blog do Vila

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