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Com ACM Neto, União Brasil e PP oficializam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

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A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi anunciada na segunda-feira (6), durante reunião de integrantes das duas legendas no Congresso Nacional, em Brasília. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

O encontro reuniu algumas das principais lideranças nacionais dos dois partidos. Entre os presentes estavam o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o senador eleito e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.

A presença de ACM Neto chama atenção especialmente na Bahia. Ex-prefeito de Salvador e uma das principais lideranças nacionais do União Brasil, Neto disputou novamente o governo baiano nas eleições deste ano, mas foi derrotado no primeiro turno por Jerônimo Rodrigues (PT). O governador foi reeleito com 55,80% dos votos válidos, enquanto ACM Neto obteve 43,72%.

A manifestação da União Progressista representa uma mudança de posição em relação ao primeiro turno da disputa presidencial. Na primeira etapa da eleição, União Brasil e PP optaram por não declarar apoio formal a nenhum dos candidatos à Presidência. Com a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a direção da federação decidiu ingressar oficialmente na campanha do candidato do PL.

Ao confirmar a decisão, Tereza Cristina afirmou que a federação trabalhará pela eleição de Flávio Bolsonaro. Além da declaração de apoio, a reunião serviu para alinhar a atuação das duas legendas durante as próximas semanas de campanha.

Apoio amplia articulação de Flávio no segundo turno

O movimento de União Brasil e PP acontece em meio a uma ofensiva da candidatura de Flávio Bolsonaro para ampliar sua base partidária depois do primeiro turno. Outras lideranças e partidos passaram a discutir posicionamentos para a etapa final da eleição, enquanto as duas campanhas buscam incorporar apoios de grupos que ficaram neutros ou lançaram candidaturas próprias anteriormente.

A adesão da União Progressista também tem relevância pelo tamanho de sua representação no Congresso. Nas eleições de 2026, União Brasil e PP elegeram, juntos, 87 deputados federais, mantendo a federação entre os maiores blocos partidários da Câmara, mesmo após uma redução de espaço em relação à legislatura anterior.

O apoio, contudo, não significa necessariamente alinhamento individual de todos os integrantes das legendas. A própria composição do União Brasil reúne grupos políticos com diferentes relações nos estados e com o governo federal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por exemplo, indicou a interlocutores que pretende manter sua proximidade política com Lula mesmo diante do posicionamento nacional de seu partido.

Disputa entra em nova fase

A oficialização das alianças partidárias abre uma nova fase da campanha presidencial. Depois da definição do primeiro turno, Lula e Flávio passaram a concentrar esforços na conquista dos eleitores dos candidatos eliminados e no apoio de lideranças nacionais e regionais.

Para União Brasil e PP, a decisão também encerra a postura de neutralidade adotada anteriormente e coloca formalmente a federação no campo de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro para a votação de 25 de outubro.

Na Bahia, a participação de ACM Neto no encontro coloca uma das principais lideranças da oposição estadual dentro da articulação nacional do segundo turno, enquanto o grupo governista baiano, liderado por Jerônimo Rodrigues, atua em apoio à candidatura de Lula.

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