Brasil
Bruno minimiza efeito de Flávio Bolsonaro e diz que eleição na Bahia será ‘a escolha do povo, não de presidente’
Prefeito reforça sentimento de mudança no estado, defende unificação da oposição “se possível” e condiciona definição da chapa ao arranjo nacional — decisão que, segundo ele, não passa de fevereiro
Durante a cerimônia de atualização da regulamentação dos mototaxistas, nesta quarta-feira (10), no Palácio Thomé de Souza, o prefeito Bruno Reis (União) voltou a tratar do cenário nacional e do impacto da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa de 2026 na Bahia.
Em entrevista coletiva, o gestor reconheceu o interesse da oposição em construir uma candidatura única à Presidência que possa unificar os partidos do campo de centro-direita. Mas deixou claro que, mesmo que a unidade não seja possível — como aconteceu em 2022 —, a eleição baiana seguirá um caminho próprio.
“Independentemente de quem venha a ser o candidato a presidente, o povo da Bahia vai escolher o governador. A gente trabalha para ter um presidente que ajude, claro, mas essa será a eleição do povo”, afirmou.
O prefeito relatou um “sentimento de irritação impressionante” entre baianos e disse que, onde passa, percebe apelos pela candidatura do seu correligionário ACM Neto. Para ele, o clima atual supera qualquer influência nacional. “Ninguém aguenta mais. Esse sentimento é maior do que qualquer articulação. Mais de 65% da população quer mudança. Nessa eleição majoritária, é sentimento — e nesse sentimento a gente vai se posicionar”, pontuou.
Bruno garantiu que a oposição tem um nome competitivo para 2026 — em referência a Neto — e demonstrou confiança em um resultado favorável mesmo sem um palanque nacional alinhado: “Tenho certeza que, independentemente de quem forem os candidatos a presidente, a gente vai vencer as eleições na Bahia.”
Chapa só depois do arranjo nacional
Questionado sobre declarações do senador Jaques Wagner (PT), que prevê definição da chapa governista até o próximo mês, Bruno reafirmou que a oposição baiana só abrirá discussão após a consolidação do cenário presidencial.
Segundo ele, o desenho nacional pode alterar a composição da majoritária no estado. Um exemplo citado foi o impacto de um eventual candidato apoiado pela base oposicionista. “Se o candidato a presidente for de um partido que nós formos apoiar, esse partido, em tese, já está contemplado na chapa”, considerou.
Bruno também mencionou a possibilidade de uma candidatura própria do União Progressista com Ronaldo Caiado (GO), ao destacar que o movimento influencia a oferta de espaços aos demais partidos na Bahia. Por isso, a ordem é aguardar.
“A definição não passa de fevereiro. E, como tudo na Bahia, as coisas mesmo acontecem após o Carnaval — ainda bem que este ano é mais cedo”, observou.
Sem pressa, o prefeito reforçou que o essencial é ter um nome que represente “uma alternativa, um projeto diferente, capaz de expressar a mudança que a Bahia quer”. A composição final do “time que vai entrar em campo”, segundo ele, dependerá diretamente das articulações nacionais.
Com informações do repórter Luiz Henrique, da CBN Salvador.
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