Conecte-se Conosco
 

Esportes

Ancelotti testa novo meio-campo e vê evolução da Seleção Brasileira

Publicado

em

Rafael Ribeiro/ CBF

A vitória da Seleção Brasileira por 4 a 2 sobre a Austrália trouxe sinais de evolução no trabalho de Carlo Ancelotti, especialmente na organização do meio-campo. A equipe apresentou maior intensidade na marcação e uma nova configuração no setor, conforme análise publicada nesta quarta-feira (30) pelo ex-jogador e colunista Tostão.

Ancelotti iniciou a partida com Bruno Guimarães mais centralizado, Gabriel Bontempo pelo lado direito e Danilo pela esquerda. A proposta deu ao Brasil três jogadores atuando diretamente no meio-campo, aumentando a participação do setor tanto na recuperação da bola quanto na construção ofensiva.

No segundo tempo, a formação sofreu alterações. Andrey entrou pelo centro, enquanto Bruno Guimarães passou a atuar mais pela direita, substituindo Bontempo, com Danilo permanecendo pelo lado esquerdo. Na avaliação de Tostão, o funcionamento do setor melhorou com a mudança.

Formação amplia opções do Brasil

A estrutura utilizada por Ancelotti se diferencia do modelo tradicional visto com frequência no futebol brasileiro, no qual dois volantes atuam mais recuados e um meia ofensivo fica posicionado à frente.

Com três meio-campistas participando das diferentes fases do jogo, a Seleção consegue aumentar a presença na marcação sem necessariamente abrir mão da criatividade. A formação também permite que dois jogadores avancem com maior frequência para apoiar o ataque.

O modelo lembra uma configuração utilizada por Ancelotti em momentos de destaque no Real Madrid, quando o treinador trabalhou com Casemiro centralizado e Luka Modric e Toni Kroos pelos lados do meio-campo.

Evolução tática segue como desafio

Na análise, Tostão também chama atenção para a necessidade de evolução tática do futebol brasileiro. Segundo o ex-jogador, enquanto as principais seleções europeias avançaram na organização, intensidade e jogo coletivo sem abandonar jogadores técnicos e habilidosos, o Brasil ainda busca um equilíbrio mais consistente entre talento individual e organização coletiva.

O desempenho diante da Austrália, portanto, representa mais um teste dentro do processo de Ancelotti à frente da Seleção. A definição do meio-campo e a capacidade de transformar a nova estrutura em um padrão de jogo devem continuar entre os principais pontos de observação da equipe brasileira.es

TENDÊNCIA