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Alexandre Aleluia diz que decreto de Rui Costa favoreceu Banco Master e vê ‘fortes indícios de corrupção’ na venda da Ebal
O vereador de Salvador Alexandre Aleluia (Novo) afirmou que o decreto editado pelo então governador Rui Costa (PT), que restringiu a portabilidade dos empréstimos consignados dos servidores estaduais, representa um dos principais indícios de irregularidades referentes à venda da antiga Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) ao grupo que, posteriormente, passou a integrar o Banco Master.
Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar disse que o ato administrativo, publicado após a privatização da estatal, beneficiou diretamente os novos controladores do negócio ao garantir exclusividade na concessão de crédito consignado aos servidores públicos estaduais.
“Esse ato administrativo mostra que realmente o episódio Master nasceu exatamente nesse momento. Foi um presente para os novos donos da rede. Isso não foi moral, não foi certo. Existem fortes indícios de corrupção aí”, suscitou.
De acordo com o vereador, mais do que discutir os valores envolvidos na venda da Ebal, é preciso investigar a decisão do governo estadual de impedir que os servidores fizessem a portabilidade dos empréstimos para outras instituições financeiras.
“Qual era o interesse público de dar monopólio do crédito ao Banco Master? Que favor foi esse? Esse decreto mostra que foi algo conjugado, sem interesse público e com fortes indícios de favorecimento”, declarou.
Críticas à remuneração de Rui Costa
Durante a entrevista, Aleluia também criticou o fato de Rui ainda receber remuneração, de R$ 46,3 mil por mês, durante o período de quarentena previsto em lei após deixar o Ministério da Casa Civil para disputar uma vaga no Senado.
Embora reconheça que a legislação autoriza o pagamento, o vereador afirmou que a situação é incompatível com o discurso de responsabilidade fiscal.
“É legal, mas não é ético. É absolutamente imoral. Se eu fosse Rui Costa, abriria mão desse dinheiro ou faria a doação aos cofres públicos”, sugeriu.
Aleluia defendeu, inclusive, que a legislação seja alterada para impedir que candidatos em situação semelhante recebam remuneração durante o período de afastamento.
O vereador também atribuiu ao governo do PT a responsabilidade pelos índices de violência registrados na Bahia e afirmou que o problema decorre de um modelo de gestão adotado há mais de duas décadas.
Para ele, a população baiana se acostumou com a criminalidade.
“Muita gente nunca viveu outra realidade. Acabou achando normal conviver com essa insegurança. A Bahia precisa romper esse ciclo”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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