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Vereador denuncia ‘erro’ em contrato do metrô que custa R$ 720 milhões por ano à Bahia e promete cobrar explicações
O vereador Kiki Bispo (União Brasil) afirmou que pretende cobrar explicações sobre os elevados subsídios pagos pelo Governo da Bahia à concessionária que administra o metrô da capital baiana.
Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar atribuiu os repasses a um suposto erro no dimensionamento da demanda de passageiros durante a modelagem da concessão.
De acordo com o líder do governo Bruno Reis na Câmara Municipal de Salvador, a projeção inicial de usuários ficou muito acima da demanda efetivamente registrada, o que obriga o Estado a complementar a receita da concessionária.
“Houve um superdimensionamento dos passageiros. Esse erro leva o Governo do Estado a pagar cerca de R$ 60 milhões por mês de subsídio. Estamos falando de aproximadamente R$ 720 milhões por ano”, calculou.
Para o vereador, os recursos poderiam ser aplicados em outras áreas prioritárias.
“É muito dinheiro do povo da Bahia. São recursos que poderiam ser investidos em saúde, educação, segurança e infraestrutura”, sugeriu
“Os números precisam ser explicados”
Kiki Bispo afirmou que irá buscar informações junto aos órgãos de controle para compreender a origem dos pagamentos.
“Vou me debruçar sobre os dados da Transparência, do Tribunal de Contas e dos demais órgãos de fiscalização para entender esses números. O gasto é muito grande e precisa ser explicado”, disse.
Segundo o parlamentar, cabe aos órgãos de controle esclarecer se houve falhas no planejamento da concessão.
Críticas ao projeto
Além da questão financeira, o vereador também fez críticas ao projeto implantado pelo Governo do Estado.
Na avaliação dele, algumas estações ficaram muito distantes entre si e reduziram a eficiência do sistema em áreas densamente povoadas.
Como exemplo, citou o trecho entre as estações Campinas de Pirajá e Águas Claras.
“Existe um intervalo muito grande entre as estações. Regiões como Porto Seco, Pirajá, Castelo Branco e Nova Brasília poderiam ter sido melhor atendidas”, considerou.
Kiki também afirmou que equipamentos de acessibilidade entregues em obras estaduais nunca entraram em funcionamento e criticou o aproveitamento de estruturas como o Terminal de Integração do CAB.
“Ninguém discute a importância do metrô”
Apesar das críticas, o vereador ressaltou que não questiona a necessidade do sistema metroviário para Salvador.
“Ninguém em sã consciência vai criticar a importância do metrô. Muito pelo contrário. O metrô veio para ajudar. O que precisa ser discutido é a responsabilidade na aplicação do dinheiro público”, justificou.
Para Kiki, o Governo do Estado deve prestar esclarecimentos sobre o planejamento da concessão e os valores pagos à empresa responsável pela operação do sistema.
Até o momento, o Governo da Bahia sustenta que os aportes financeiros ao contrato seguem as regras previstas na concessão firmada para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do serviço.
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