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Número de mortos por terremotos na Venezuela passa de 3,3 mil; milhares seguem desabrigados
O número de mortos em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, segundo o balanço oficial mais recente divulgado pelas autoridades do país. A tragédia também deixou 16.470 pessoas feridas e mais de 17 mil desabrigadas, ampliando a dimensão de uma das maiores catástrofes naturais enfrentadas pelos venezuelanos nos últimos anos.
Os tremores provocaram destruição em diferentes regiões e deixaram comunidades inteiras em situação de emergência. Equipes de resgate seguem mobilizadas em áreas afetadas, enquanto famílias aguardam informações sobre desaparecidos e tentam recuperar bens em meio aos escombros.
Balanço de vítimas continua aumentando
Desde os terremotos registrados no fim de junho, o número de mortes vem sendo atualizado à medida que as operações de busca avançam e novos corpos são encontrados em áreas de difícil acesso.
O balanço mais recente representa um forte aumento em relação aos números divulgados nos primeiros dias após a tragédia. Hospitais e unidades de atendimento também enfrentam pressão diante da grande quantidade de feridos.
Além das vítimas fatais, milhares de venezuelanos perderam suas casas ou precisaram abandonar imóveis considerados inseguros após os abalos.
Destruição atinge áreas urbanas e comunidades vulneráveis
Os terremotos provocaram danos severos em prédios, residências e estruturas públicas. Entre as regiões mais afetadas está o estado de La Guaira, no litoral central do país e próximo à capital Caracas.
A dimensão dos estragos tem dificultado o trabalho das autoridades e das equipes de emergência. Em algumas áreas, o acesso permanece comprometido por deslizamentos, destroços e danos à infraestrutura.
A situação também aumenta a preocupação com o fornecimento de água potável, atendimento médico, abrigo e condições sanitárias para a população atingida.
Resposta do governo enfrenta críticas
A tragédia também provocou crescente insatisfação entre parte da população diante da resposta das autoridades à emergência. Moradores de áreas afetadas relatam dificuldades para receber ajuda e cobram maior rapidez na distribuição de alimentos, medicamentos e estruturas temporárias de abrigo.
A presidente interina Delcy Rodríguez defendeu a atuação do governo e afirmou que forças de segurança foram mobilizadas para auxiliar nas operações emergenciais.
O governo também anunciou a criação de uma nova unidade militar voltada ao atendimento de emergências e desastres, em meio à pressão para ampliar a capacidade de resposta do país.
Buscas continuam e número de vítimas pode aumentar
As operações de resgate permanecem em andamento, e o número de mortos ainda pode sofrer novas alterações. A prioridade das equipes é localizar desaparecidos, retirar vítimas dos escombros e garantir atendimento às comunidades isoladas.
A tragédia expõe um cenário de enorme vulnerabilidade para a Venezuela, que agora enfrenta o desafio de atender milhares de famílias, recuperar áreas destruídas e reconstruir estruturas essenciais.
Enquanto o país tenta dimensionar os prejuízos, o avanço contínuo do número de vítimas reforça a gravidade da catástrofe e mantém a Venezuela em estado de emergência.
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