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Wagner Alves critica governo Jerônimo, cobra obras para Conquista e diz que Bahia vive ‘gestão horrorosa’ na regulação da saúde

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Foto: Divulgação

O advogado Wagner Alves, pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil e marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, fez duras críticas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) durante entrevista concedida nesta sexta-feira (3) à CBN Salvador.

Ao apresentar as principais bandeiras de sua pré-campanha, ele afirmou que a região sudoeste da Bahia sofre com a ausência de investimentos estruturantes e acusou o Estado de abandonar demandas históricas do município.

Entre as prioridades, o postulante citou a necessidade de obras de macrodrenagem, a implantação de uma maternidade regional, a construção de uma unidade fixa do SAC na Zona Oeste de Vitória da Conquista e investimentos em infraestrutura para ampliar a oferta de água e atrair novas indústrias.

De acordo com Wagner, a Prefeitura tem assumido responsabilidades que deveriam ser do Governo do Estado.

“O município banca uma conta que não é dele. As finanças públicas não suportam atender sozinhas a uma demanda regional dessa magnitude”, ponderou.

Críticas à regulação da saúde

Um dos principais alvos das críticas foi o sistema estadual de regulação da saúde.

Wagner classificou o modelo como “absurdo” e afirmou que pacientes são enviados para cidades distantes sem qualquer racionalidade administrativa.

“A regulação da Bahia não é apenas ineficiente. É uma gestão horrorosa. Pessoas próximas de Guanambi vêm para Conquista, enquanto pacientes daqui são regulados para Salvador. Isso aumenta custos e coloca vidas em risco”, avaliou.

Ele também criticou o crescimento das filas por cirurgias e exames e defendeu maior estruturação dos hospitais regionais para reduzir deslocamentos de pacientes.

Infraestrutura e desenvolvimento

Ao abordar o desenvolvimento econômico do sudoeste baiano, Wagner afirmou que grandes obras continuam apenas no discurso.

Ele voltou a cobrar a conclusão da Barragem do Rio Pardo e investimentos para ampliar o abastecimento de água, condição que considera essencial para atrair empreendimentos industriais.

Também mencionou atrasos em obras como a duplicação da BA-263 e criticou promessas antigas de infraestrutura feitas pelos governos petistas.

“A gente precisa pensar a médio e longo prazo. Sem água, sem estradas e sem infraestrutura, a região perde investimentos e oportunidades”, pontuou.

Segurança pública

Na entrevista, Wagner também fez críticas à política estadual de segurança pública.

Segundo ele, Vitória da Conquista se tornou uma exceção no cenário baiano graças ao modelo implantado pelo município.

“Conquista é uma ilha de segurança em um oceano de insegurança pública. O problema da Bahia não é falta de equipamento. É falta de gestão”, declarou.

O pré-candidato destacou investimentos municipais em iluminação pública, fortalecimento da Guarda Municipal e integração entre órgãos de segurança como fatores que contribuíram para a redução da criminalidade na cidade.

Agronegócio e assistência social

Questionado sobre suas futuras bandeiras na Assembleia Legislativa, caso seja eleito, Wagner afirmou que pretende atuar nas áreas de saúde, educação, assistência social e fortalecimento do agronegócio.

Ele defendeu maior incentivo ao cooperativismo e ao associativismo rural, inspirado em modelos adotados em estados como Santa Catarina.

Para o advogado, pequenos produtores precisam de apoio técnico e garantia de mercado para ampliar a geração de emprego e renda no interior.

Resposta às polêmicas políticas

Durante a entrevista, Wagner também rebateu informações de bastidores sobre um suposto desgaste em sua pré-campanha após a saída da estrategista Maria Marques.

Conforme o advogado, a marqueteira apenas se afastou temporariamente por questões pessoais e de saúde.

“Foi uma maldade muito grande. Maria continua sendo minha conselheira e nossa pré-campanha segue crescendo em toda a região sudoeste”, disse.

Ele ainda negou qualquer conflito político com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB) sobre uma suposta invasão às bases eleitorais tucanas em Conquista, ao afirmar que ambos integram o mesmo projeto político liderado por ACM Neto.

Caso Diogo Azevedo

Wagner também comentou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que suspendeu o mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB) por infidelidade partidária.

Para ele, é incorreto atribuir qualquer participação da prefeita Sheila Lemos no processo.

O advogado explicou que a ação foi proposta pelo primeiro suplente do União Brasil após o partido optar por não ingressar com a medida dentro do prazo legal.

“A prefeita não é parte da ação, não é testemunha e não moveu esse processo. A decisão decorre da legislação eleitoral”, afirmou.

Nome na urna

Ao final da entrevista, Wagner confirmou que ainda avalia como será identificado na campanha eleitoral.

Embora admita que muitas pessoas o chamem de “Wagner de Sheila”, afirmou que pretende utilizar o nome Wagner Alves, sem esconder o orgulho da ligação familiar com a prefeita.

“Sou de Sheila e não nego. Para mim é motivo de honra ter essa mulher como companheira de vida”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra:

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