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Jogo de celular consegue identificar sinais de depressão em apenas 3 minutos, apontam pesquisadores
Pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU Langone Health) desenvolveram um jogo experimental para smartphones capaz de identificar sinais de depressão em apenas três minutos. O estudo, publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), chamou atenção da comunidade médica por utilizar um método rápido, remoto e de baixo custo para auxiliar na detecção da doença.
Segundo os cientistas, o jogo analisa principalmente sinais de “anedonia”, um dos sintomas mais comuns da depressão. A condição faz com que a pessoa perca o interesse ou o prazer em atividades que normalmente seriam consideradas agradáveis. De acordo com os pesquisadores, cerca de 70% das pessoas com transtorno depressivo maior apresentam esse sintoma.
O funcionamento do teste é relativamente simples: durante a partida, o usuário realiza tarefas repetitivas em um ambiente virtual semelhante a um jogo casual. Os pesquisadores observaram que pessoas diagnosticadas com depressão tendiam a abandonar a atividade mais rapidamente, demonstrando perda de motivação e redução da resposta emocional às recompensas oferecidas pelo jogo.
De acordo com os resultados do estudo, pacientes com depressão desistiam do jogo cerca de 50% mais cedo do que participantes sem o transtorno. A equipe afirma que a precisão do sistema se aproximou de métodos clínicos tradicionais utilizados em consultas presenciais e avaliações psiquiátricas.
Os testes foram realizados com mais de 100 participantes, incluindo pessoas diagnosticadas com transtorno depressivo maior e indivíduos sem histórico da doença. O jogo foi projetado para funcionar remotamente em celulares comuns, permitindo que avaliações possam ser feitas sem necessidade imediata de deslocamento até clínicas ou hospitais.
Especialistas envolvidos na pesquisa afirmam que a tecnologia ainda não substitui diagnósticos médicos tradicionais, mas pode se tornar uma ferramenta complementar importante para triagem e acompanhamento de pacientes. A expectativa é que, no futuro, sistemas semelhantes ajudem médicos a monitorar sintomas e ajustar tratamentos com maior rapidez.
O estudo também reforça uma tendência crescente no uso da tecnologia e da inteligência artificial na área da saúde mental. Nos últimos anos, pesquisadores vêm buscando métodos mais rápidos e acessíveis para identificar transtornos psicológicos precocemente, especialmente entre jovens e pessoas com dificuldade de acesso a atendimento especializado.
Apesar do avanço, médicos alertam que nenhum aplicativo ou jogo pode substituir avaliação profissional. Em casos de tristeza persistente, desânimo intenso, alterações no sono, ansiedade ou perda de interesse pelas atividades do dia a dia, a recomendação é procurar ajuda médica ou psicológica especializada.
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