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Núcleo de ACM Neto aposta em ‘cansaço’ do eleitor e admite ‘palanque aberto’ no primeiro turno

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Foto: Evilásio Júnior

Um dos principais articuladores da pré-campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia, o ex-prefeito de Governador Mangabeira, Marcelo Pedreira, afirmou que o grupo oposicionista trabalha com a expectativa de vitória ainda no primeiro turno e identifica um “sentimento claro de mudança” no eleitorado baiano.

Integrante do núcleo político da campanha — ao lado de Reinaldo Braga Filho e do deputado Nelson Leal —, ele sustenta que o desgaste de duas décadas de governos do PT no estado é determinante no cenário atual.

Na pesquisa, 74% demonstram de forma muito clara a vontade de mudar. As pessoas se cansaram. Vinte anos é muito tempo”, afirmou, em entrevista à Metropolitana FM, ao citar a última Genial/Quaest.

Segurança e saúde como pontos críticos

Durante a entrevista, Pedreira apontou dois temas como centrais na disputa: violência saúde pública.

A Bahia hoje é um estado totalmente inseguro. As pessoas perderam o direito de viver com tranquilidade”, disse.

Na área da saúde, o foco das críticas foi a regulação. “A fila da morte é um problema gravíssimo. Prometeram zerar e ela aumentou”, afirmou.

Segundo ele, os dois fatores concentram a insatisfação popular e devem ser explorados na campanha.

Críticas ao governo e desgaste interno

Marcelo Pedreira ainda fez críticas diretas ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ex-ministro Rui Costa, ao apontar o que classificou como desgaste político.

Ele também sugeriu tensões internas no grupo governista: “Fica muito claro o nível de estresse e de nervosismo. Há uma insatisfação evidente dentro do próprio grupo”, apontou.

O coordenador também questionou a repetição de promessas ao longo dos anos, a exemplo da Ponte Salvador-Itaparica, cujo projeto foi lançado no fim do primeiro mandato do atual senador Jaques Wagner.

São as mesmas promessas de anos atrás. As pessoas não suportam mais essa fantasia eleitoral”, disse.

Palanque aberto no cenário nacional

No campo nacional, Pedreira confirmou que a estratégia será de palanque aberto no primeiro turno, diante da diversidade de posições dentro do grupo.

Enquanto o próprio Neto anunciou apoio ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), enquete do Blog do Vila comprovou que a maioria da base está inclinada a aderir à campanha de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Será um palanque plural. Cada partido terá liberdade para se posicionar”, afirmou.

Segundo ele, o foco será manter o debate centrado nos problemas do estado. “Nosso adversário é o PT. A eleição será decidida discutindo a realidade da Bahia”, disse.

Comparação com cenário de Salvador

Ao traçar um paralelo político, o coordenador comparou o momento atual da administração baiana ao cenário de Salvador antes da eleição de ACM Neto à prefeitura em 2012.

A Salvador daquele momento é a Bahia de hoje: um povo descrente e com desejo de mudança”, disse, ao equiparar as gestões de João Henrique, na capital, e Jerônimo Rodrigues, no Estado.

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