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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF e impõe derrota histórica ao governo Lula
O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma derrota política histórica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na votação secreta realizada nesta quarta-feira (29), o advogado-geral da União recebeu 34 votos favoráveis, 42 contrários e uma abstenção, ficando abaixo dos 41 votos necessários para aprovação.
Com o resultado, o Senado volta a barrar um nome indicado ao STF após 132 anos. A última vez que a Casa havia rejeitado uma indicação para a Corte ocorreu em 1894, ainda no governo de Floriano Peixoto. Desde a promulgação da Constituição de 1988, nunca um nome indicado ao Supremo havia sido derrotado em plenário.
Derrota expõe fragilidade política do governo no Congresso
A rejeição do nome de Messias foi interpretada em Brasília como um duro revés para o Palácio do Planalto, evidenciando dificuldades de articulação política do governo no Senado. Apesar de intensa mobilização de aliados e de uma ofensiva do Executivo para garantir votos, o Planalto não conseguiu consolidar maioria suficiente para aprovar a indicação.
Nos bastidores, pesaram resistências dentro do Centrão, articulações da oposição e divergências envolvendo lideranças do Senado. A votação também foi lida como um recado político do Legislativo ao governo federal em meio a desgastes institucionais e ao ambiente pré-eleitoral.
Lula terá que indicar novo nome para vaga no Supremo
Com a rejeição, caberá agora ao presidente Lula escolher um novo nome para a cadeira aberta no STF. Jorge Messias era o terceiro indicado de Lula à Suprema Corte neste mandato — antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino foram aprovados pelo Senado.
A nova escolha deverá levar em conta não apenas o perfil jurídico do futuro indicado, mas principalmente a capacidade de construir apoio político no Congresso, fator que se mostrou decisivo no fracasso da indicação de Messias.
Resultado marca novo capítulo na relação entre Planalto e Senado
A derrota imposta ao governo amplia a tensão entre Executivo e Legislativo e pode impactar futuras votações de interesse do Planalto no Congresso. Analistas políticos avaliam que o episódio enfraquece momentaneamente o capital político do governo e fortalece grupos independentes dentro do Senado, que demonstraram disposição para contrariar o Palácio do Planalto mesmo em pautas estratégicas.
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