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Cezar Leite defende apoio do PL a ACM Neto: ‘Aliança não é submissão, é união contra um inimigo comum’
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), pré-candidato a deputado estadual, saiu em defesa da manutenção da aliança entre o Partido Liberal e o grupo liderado por ACM Neto, em meio à pressão de setores bolsonaristas que defendem um rompimento caso não haja apoio explícito ao senador Flávio Bolsonaro (RJ), na disputa pela Presidência da República, já no primeiro turno.
Durante entrevista à CBN Salvador, o edil adotou um tom pragmático e afirmou que a união entre os grupos deve ser mantida como estratégia para enfrentar o PT na Bahia.
“A aliança não é submissão. A aliança é a gente se unir para enfrentar um inimigo comum”, declarou.
Contraponto ao discurso de boicote
A fala do vereador ocorre em um momento em que integrantes mais alinhados ao bolsonarismo dentro do PL têm defendido um boicote à candidatura de ACM Neto caso ele não declare apoio a Flávio Bolsonaro.
Sem endossar o movimento, Leite sinalizou compreensão em relação ao posicionamento de Neto no primeiro turno, especialmente pela relação histórica com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
“Existe uma construção política ali. São aliados de anos. Eu entendo esse apoio no primeiro turno”, afirmou.
Reciprocidade como condição
Apesar da defesa da aliança, o vereador evidenciou que há um limite político: o segundo turno.
Segundo ele, em um cenário de polarização nacional — com Flávio Bolsonaro de um lado e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do outro —, o grupo de ACM Neto precisaria retribuir o apoio recebido na Bahia.
“Se a gente estiver ajudando aqui no primeiro turno e, no segundo turno, não houver apoio a Flávio, aí não está havendo reciprocidade”, disse.
Leite classificou o momento como decisivo para medir a lealdade entre os grupos políticos.
Diferenças ideológicas e convergência estratégica
Mesmo que defenda a aliança, o vereador reconheceu diferenças claras entre seu pensamento e o de ACM Neto, sobretudo na área econômica e no papel do Estado.
“Eu sou mais voltado para o mercado, redução de impostos. ACM Neto tem uma visão mais voltada para justiça social, com um Estado maior”, pontuou.
Ainda assim, reforçou que o cenário político exige convergência.
“O PT está há 20 anos no poder na Bahia. Nesse momento, a prioridade é derrotar esse projeto”, afirmou.
Nominata e disputa por vaga
Cezar Leite também comentou a formação da chapa proporcional do PL e destacou que o partido hoje tem melhores condições de eleger deputados, ao contrário do que ocorreu em eleições anteriores.
Ele relembrou que já ficou de fora mesmo com votação expressiva por falta de coeficiente eleitoral e afirmou que, desta vez, aposta em uma nominata mais competitiva.
“Não adianta ter voto individual se o partido não tiver densidade. Hoje o PL tem condições reais de eleger mais deputados”, avaliou.
No seu caso, o vereador reconheceu as dificuldades de disputar com candidatos mais estruturados, mas disse confiar no chamado voto de opinião, baseado em posicionamento político e identificação do eleitor.
“Cabe a mim correr atrás dos votos de quem acredita no que eu defendo”, concluiu.
Além de Leite, a sigla tem entre seus principais nomes para a corrida à Assembleia Legislativa os atuais deputados Diego Castro, Paulo Câmara e Samuel Júnior, além de Marco Prisco, Igor Dominguez, Jânio Natal Filho, Cinthia Marabá e Tenobio.
Fonte: Blog do Vila
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