Brasil
CPI aponta pagamento de R$ 40 milhões do Banco Master a escritório ligado à esposa de Moraes
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado identificou pagamentos de cerca de R$ 40 milhões feitos pelo Banco Master a um escritório de advocacia ligado à esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Os valores foram revelados a partir de documentos fiscais enviados à CPI, após a quebra de sigilo do banco. Segundo as informações, os repasses ocorreram ao longo de 2024, com pagamentos mensais que somaram aproximadamente R$ 40,1 milhões.
Detalhes dos pagamentos
De acordo com os dados analisados pela comissão, foram realizados 11 pagamentos mensais ao escritório, cada um no valor de cerca de R$ 3,6 milhões. O banco declarou os valores à Receita Federal, incluindo o recolhimento de impostos sobre as transações.
O contrato entre as partes previa pagamentos contínuos, mas foi interrompido após a liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Investigação da CPI
A CPI do Crime Organizado, instalada em 2025 no Senado para investigar a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com o sistema financeiro, recebeu recentemente os dados bancários e fiscais que detalham as movimentações.
O relator da comissão afirmou que os documentos permitiram identificar a existência dos pagamentos e sua formalização junto aos órgãos fiscais.
Contexto do caso Banco Master
O Banco Master está no centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, com investigações que envolvem suspeitas de fraudes, lavagem de dinheiro e conexões com organizações criminosas.
A instituição foi liquidada pelo Banco Central após apresentar graves problemas financeiros e indícios de irregularidades em suas operações.
Relação com autoridades
O contrato entre o banco e o escritório de advocacia já havia sido citado anteriormente em reportagens e discussões políticas, mas até então não havia detalhamento oficial dos valores pagos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), em análise anterior, afirmou que não identificou, naquele momento, elementos suficientes para apontar ilegalidades no contrato.
Repercussão
O caso ampliou o debate político e jurídico em torno da relação entre instituições financeiras, escritórios de advocacia e autoridades públicas.
Parlamentares da oposição defendem aprofundamento das investigações, enquanto especialistas destacam que a existência de contratos, por si só, não configura irregularidade — sendo necessário comprovar eventual conflito de interesses ou ilegalidade.
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