Política
Aleluia na presidência da Câmara? Bastidores apontam motivo do choque entre Muniz e o PSDB
Vereadores apontam suposta articulação para colocar Alexandre Aleluia no comando da Casa como estopim da crise; bastidores também envolvem disputa por nominata e possível movimento calculado do presidente da CMS
Vereadores ouvidos pelo **Blog do Vila** apontam uma suposta oferta para que Alexandre Aleluia (PL) assuma a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS) como o principal fator por trás do desentendimento entre o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), e a direção do partido.
A eleição para o comando do Legislativo está prevista apenas para janeiro de 2027, mas o tema já estaria a contaminar as relações internas.
“O ponto crucial é a presidência da Casa”, cravou um aliado ouvido pela reportagem.
Outro vereador ponderou que o nome de Aleluia passou a circular nos bastidores, embora negue que tenha havido tratativas formais.
“Aleluia está pairando no ambiente, mas não houve conversa”, afirmou. Um terceiro legislador foi mais direto ao associar a tensão ao tema.
“A presidência para Aleluia tem a ver. Não interessa aos padrinhos dele a permanência, mas ele não aceitou a oferta de ser vice. A própria indicação de Aleluia para a CCJ, a contragosto de Muniz, tem a ver com o movimento. Depois disso teve a questão da nominata”, disse.
Entre os edis mais próximos do Palácio Thomé de Souza, há quem considere o movimento precipitado.
“Criar uma situação dessa por uma presidência que só será discutida daqui a nove meses é burrice. Tanto dele quanto de quem se coloca”, criticou um vereador alinhado ao governo municipal.
Nominata também pesa
Além da disputa antecipada pela presidência da Câmara, outra insatisfação mencionada nos bastidores envolve a formação da nominata para deputado federal, que prejudicaria os anseios de levar Carlos Muniz Filho a Brasília.
Segundo interlocutores, Muniz teria feito cálculos internos e concluído que a chapa construída no campo aliado renderia “um deputado federal e meio”, cenário que não garantiria tranquilidade para a eleição do seu filho.
A avaliação reforçaria a necessidade de buscar um caminho alternativo dentro da própria base política.
Movimento calculado?
Outra teoria que circula entre vereadores é a de que Carlos Muniz teria forçado o ambiente de crise justamente para viabilizar a saída do filho para outro partido — mas sem romper com o grupo político.
Um vereador do União Brasil lembrou um episódio semelhante que envolveu Leo Prates, hoje deputado federal.
“Na época ele criou um ambiente de saída, mas dentro da própria base. Pode ser um jogo combinado”, teorizou.
Outro legislador também relativizou a dimensão do episódio.
“Muniz não ter simpatia por ACM Neto isso já é conhecido, mas aquilo foi um rompante”, avaliou.
Neto observa, Bruno conduz
Em meio à turbulência, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, ainda não se manifestou publicamente.
Nos bastidores, porém, vereadores relatam que o líder oposicionista **prefere observar os movimentos**.
“Neto se afastou para Bruno conduzir o processo”, relatou um edil.
Base aposta em pacificação
Apesar do ruído político, integrantes da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil) acreditam que a crise não deve resultar em rompimento.
A avaliação dominante é de que Muniz permanecerá aliado do Palácio Thomé de Souza.
“Tudo vai se resolver”, resumiu um vereador governista.
Dentro do próprio PSDB, a leitura é semelhante.
“O partido entendeu o questionamento de Muniz, de que Bruno projetou uma conta de votos que não dá para eleger os três, mas com Adolfo está tudo certo”, disse um tucano.
Outro aliado foi mais pragmático ao avaliar o cenário.
“Muniz não larga Bruno. Vai fazer o quê com os cargos?”, ironizou, ao citar as indicações do presidente da Câmara na estrutura municipal.
Olho no governo do Estado
Entre vereadores mais próximos do governador Jerônimo Rodrigues (PT), contudo, a avaliação é diferente.
Nos círculos petistas, comenta-se que a filiação de Carlos Muniz Filho a um partido da base estadual estaria bem encaminhada. A bola da vez seria o Podemos.
“Acredito que dará certo e não descarto o apoio do pai ao governo, mas ele fica no PSDB para não perder o mandato”, disse uma fonte.
Expectativa por posicionamento
Desde esta segunda-feira (16), uma série de reuniões foi marcada para discutir o cenário.
A expectativa entre vereadores é de que Carlos Muniz faça uma declaração pública em plenário nos próximos dias.
Na sessão desta segunda, o presidente não compareceu à Câmara. A condução dos trabalhos ficou com a vereadora Cris Correia (PSDB), convidada a assumir o posto na Mesa Diretora pelo 2º secretário Ricardo Almeida (DC), que dirigia a sessão em homenagem ao mês das mulheres.
Fonte: Blog do Vila
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