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Entrevista no Revista CBN destaca a importância do seguro de vida no planejamento financeiro das mulheres

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Foto: Tat Macedo

Na última sexta-feira, 6 de março, às 14h, o programa Revista CBN recebeu a especialista em finanças Laura Guimarães para uma conversa sobre proteção financeira e o papel do seguro de vida no planejamento das famílias brasileiras, especialmente dentro da realidade das mulheres.

Mestre em Administração, administradora e especialista em finanças, Laura é fundadora e diretora da Mérito Consult, empresa voltada para investimentos e proteção patrimonial. Também atua como colunista de economia e é cofundadora do Movimento Conexão, Mulheres que Movimentam Mulheres. Durante a entrevista, ela destacou que falar sobre seguro de vida hoje significa discutir planejamento, autonomia financeira e cuidado com a família.

A importância do seguro de vida na realidade financeira das mulheres

Segundo Laura Guimarães, o tema ganha ainda mais relevância quando analisamos o contexto feminino na economia.

“As mulheres vivem mais, muitas vezes ganham menos e ainda carregam grande parte das responsabilidades familiares. O seguro de vida é uma ferramenta de proteção que garante estabilidade quando a vida traz imprevistos”, explicou.

Para ela, o planejamento financeiro feminino precisa ir além da ideia de acumular patrimônio.

“Planejar financeiramente não é apenas juntar dinheiro. É também proteger tudo aquilo que estamos construindo ao longo da vida.”

Durante a entrevista, Laura destacou que muitas mulheres ainda não percebem os riscos financeiros que podem surgir ao longo da vida. Doenças, incapacidade para trabalhar ou perda de renda podem afetar qualquer família e, sem proteção adequada, um evento inesperado pode transformar rapidamente uma situação estável em uma crise financeira.

“O seguro de vida cria uma reserva imediata para momentos difíceis. É o instrumento que impede que um imprevisto vire um problema financeiro para toda a família”, afirmou.

Além da proteção em caso de morte, ela ressaltou que os seguros atuais também oferecem coberturas para doenças graves, invalidez e outras situações que podem acontecer em vida, ampliando a segurança financeira.

Para Laura, a resistência ao seguro de vida no Brasil está diretamente ligada à falta de educação financeira e à forma como esse produto foi apresentado durante muitos anos.

“É uma questão que está diretamente relacionada ao processo de educação financeira do brasileiro. Durante muito tempo o seguro de vida foi comercializado como venda casada ou apenas para bater meta, sem explicar claramente suas características e benefícios”, afirmou.

Segundo ela, seu trabalho hoje é justamente mudar essa percepção.

“Hoje eu trabalho para desmistificar esse tabu. Isso é um processo de evolução econômica e social, porque quando você leva segurança financeira para as famílias e para os empresários, você contribui para um país economicamente mais forte.”

Outro ponto importante abordado foi o impacto que a ausência de planejamento pode causar dentro das famílias.

Laura destacou que, em muitas situações, quando o principal provedor da casa falece, a família enfrenta não apenas o sofrimento emocional, mas também um grande impacto financeiro.

“Quando o provedor de uma família falta e não existe planejamento, a manutenção do patrimônio e da qualidade de vida fica ameaçada. Muitas famílias acabam enfrentando dificuldades porque não havia uma proteção estruturada”, explicou.

Ela também lembra que, mesmo em famílias com patrimônio, os custos do processo de inventário podem comprometer parte significativa dos bens.

“No inventário, cerca de 25% do patrimônio pode ser consumido com custos jurídicos, administrativos e tributários. O seguro entra justamente como um capital imediato para evitar esse impacto.”

Laura também destacou o papel crescente das mulheres nas decisões financeiras das famílias.

Segundo ela, participar dessas decisões é fundamental para evitar vulnerabilidades.

“Quem não participa das decisões financeiras corre o risco de ficar desprotegida. Conhecimento financeiro é também uma forma de liberdade.”

Ela também ressaltou a relação entre autonomia financeira e tranquilidade emocional.

“Quando a mulher sabe que está protegida e organizada financeiramente, ela vive com mais segurança e menos ansiedade.”

Para a especialista, a conversa sobre proteção financeira precisa fazer parte do cotidiano das famílias.

“Proteção financeira é uma decisão familiar. Quando o casal conversa sobre isso, toda a família fica mais segura.

Outro ponto destacado por Laura é que o seguro de vida também protege em situações que acontecem em vida, como acidentes ou incapacidade temporária de trabalho.

“Hoje muitas mulheres são protagonistas da própria renda. Se acontece um acidente ou uma doença que impede essa mulher de trabalhar por um período, o seguro entra como uma capitalização que garante dignidade nesse momento”, explicou.

Segundo ela, essa proteção permite que a pessoa atravesse momentos difíceis sem comprometer a estabilidade financeira da família.

Laura Guimarães enfatizou que um dos maiores objetivos do seguro de vida é proteger aqueles que permanecem.

“Quando algo acontece, quem sofre as consequências financeiras são as pessoas que ficam. O seguro de vida existe justamente para proteger essas pessoas.”

Ele garante recursos imediatos para manter educação, moradia e qualidade de vida, funcionando como uma verdadeira rede de segurança para o futuro da família.

Apesar de sua importância, o seguro de vida ainda enfrenta resistência no Brasil, muitas vezes por estar associado apenas à morte.

Para Laura, é preciso mudar essa perspectiva.

“Seguro de vida não fala sobre morte. Ele fala sobre cuidado com a vida e responsabilidade com quem amamos.”

Ela resume a importância desse planejamento em uma frase que marcou a entrevista:

“Toda mulher merece segurança para viver, construir e proteger quem ama.”

A entrevista reforça que falar sobre seguro de vida é, na prática, falar sobre cuidado, estabilidade e futuro. Cada vez mais mulheres têm buscado compreender suas finanças e estruturar estratégias para proteger suas conquistas e suas famílias.

Com informação, planejamento e orientação especializada, é possível transformar a proteção financeira em parte essencial da construção de uma vida mais segura.

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