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Após acusação de trabalho análogo à escravidão, Ambev volta a ser criticada por ambulantes no Carnaval
A Ambev voltou a ser alvo de críticas durante o Carnaval, desta vez por ambulantes que atuam nos principais circuitos da festa. Os trabalhadores relatam insatisfação com a atuação da empresa na comercialização de bebidas, apontando dificuldades, restrições e condições consideradas desfavoráveis para quem depende da venda ambulante como principal fonte de renda no período carnavalesco.
As reclamações surgem pouco tempo depois de a empresa ter sido citada em investigações envolvendo denúncias de práticas associadas a trabalho análogo à escravidão, o que ampliou o debate público sobre a relação da companhia com trabalhadores diretos e indiretos. Agora, ambulantes afirmam que a dinâmica imposta pela empresa durante o Carnaval estaria prejudicando a autonomia dos vendedores e reduzindo as margens de lucro.
De acordo com relatos, os trabalhadores enfrentam limitações para comercializar produtos de outras marcas e reclamam da obrigatoriedade de compra de bebidas por valores considerados elevados. Segundo os ambulantes, essa prática aumenta os custos operacionais e dificulta a concorrência, afetando diretamente o faturamento em um dos períodos mais importantes do ano para o comércio informal.
Outro ponto levantado é a dificuldade de diálogo. Ambulantes afirmam que não há canais claros de negociação e que decisões são tomadas sem considerar a realidade dos pequenos comerciantes. Muitos destacam que o Carnaval representa meses de planejamento e investimento, e que qualquer mudança nas regras de comercialização impacta diretamente a renda das famílias que dependem da atividade.
Especialistas em economia popular apontam que grandes eventos, como o Carnaval, deveriam adotar modelos mais inclusivos, que garantam equilíbrio entre grandes patrocinadores e trabalhadores informais. Segundo eles, a concentração excessiva pode gerar impactos negativos na economia local e aprofundar desigualdades.
Até o momento, a Ambev não se pronunciou oficialmente sobre as novas críticas feitas pelos ambulantes. O caso reacende discussões sobre o papel de grandes empresas em festas populares, a responsabilidade social corporativa e a necessidade de políticas que assegurem condições mais justas para trabalhadores informais em eventos de grande porte.
Fonte: BNews
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