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BASTIDORES PEGAM FOGO NA POLÍTICA BAIANA

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Uma entrevista, um senador, reações silenciosas e um prefeito misterioso.
O que está por trás disso tudo?

A entrevista foi conduzida pelos apresentadores do programa CBN Bahia, da rádio CBN Salvador 107,9 FM.
Participaram da conversa os os apresentadores André Spínola, Evilásio Júnior e Fernanda Cruz, tendo como convidado o deputado estadual pelo PP, Nelson Leal.

Durante o programa, exibido nesta segunda-feira, o debate sobre a atitude do senador Ângelo Coronel ganhou novos contornos e extrapolou o assunto inicial.

A análise não ficou restrita ao senador: os reflexos dentro do PSD, a reação do senador Otto Alencar e o posicionamento do PT também entraram no radar da discussão.

Mas o que realmente chamou atenção nos bastidores foi a presença , ainda não revelada, de um prefeito influente, ligado ao PSD da Bahia.
Nome mantido em sigilo.
Motivo?

Em alguns casos, o silêncio tem falado mais alto do que qualquer discurso público.

Uma coisa é certa: essa história está só começando.

A entrevista seguiu e a bancada questionou o deputado estadual Nelson Leal sobre o clima de insatisfação dentro do partido e como tem se dado a construção política nesse processo.

Em resposta, Nelson Leal afirmou que a política deve ser baseada no diálogo e na soma de forças. “Primeiro, política é a arte de conversar, é a arte de somar. Nós enxergamos a política como uma estrutura inclusiva e plural. Todo mundo tem vez, todo mundo tem voz. Vamos escutar todos os partidos e buscar uma formação de chapa que agrade à base aliada, sem que ninguém saia arranhado”, disse.

O deputado negou que o grupo esteja formando um núcleo fechado e fez críticas ao Partido dos Trabalhadores. “Nós não estamos criando uma panelinha, como acontece hoje no PT. Em função dessa panelinha é que surgem esses desdobramentos. Desde criança a gente aprende que é preciso dividir. Mas, no PT, tudo é ‘meu’: governador do PT, senador 1 do PT, senador 2 do PT. Só existe a vaga de vice porque ninguém do partido quis disputar; se quisesse, seria a chamada chapa puro-sangue”, afirmou.

Leal também criticou a concentração de cargos no governo estadual. “Tirando a Secretaria de Infraestrutura, que é mais robusta e está com o PSD, todas as outras secretarias importantes são do PT. Chefia de gabinete do governador, SERIN, Saúde, Educação, Desenvolvimento Regional, CAC — tudo do PT. Isso demonstra uma tentativa de perpetuar essa panelinha, e eu acredito que todo mundo já cansou disso”, declarou.

Questionado se ACM Neto poderia repetir esse modelo, Leal foi categórico. “Claro que não. Ele não vai repetir essa fórmula com três nomes do União Brasil”, disse.

Sobre a possível mudança partidária do senador Ângelo Coronel e a hipótese de Zé Ronaldo compor como vice por outro partido, o deputado afirmou que ainda é cedo para definições. “Tudo ainda está em fase de conversa e análise. Não quero entrar na vida interna dos partidos”, ponderou.

Nelson Leal destacou ainda um discurso feito em novembro, no qual se mencionava a possibilidade de Ângelo Coronel disputar o governo do estado caso não fosse candidato ao Senado pela chapa governista. “A política passa na vida de todos nós, mas as amizades precisam ser preservadas. Fiquei muito triste com a forma como essa questão foi conduzida, principalmente pela falta de reconhecimento do PT com o senador Ângelo Coronel, que considero o senador mais atuante e trabalhador”, afirmou.

Segundo ele, Coronel tem atuação municipalista e histórico relevante na política baiana. “Foi presidente da Assembleia Legislativa, está há oito anos no Senado e trabalha por todos os municípios, independentemente de posição política. E aí eu me pergunto: como simplesmente esquecer tudo o que ele fez apenas para manter essa panelinha?”, questionou.

Leal finalizou com críticas duras ao que chamou de traição política. “Tenho certeza absoluta de que essa traição feita ao senador Ângelo Coronel será reparada pelo povo baiano”, concluiu.

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