Política
Aleluia admite que só vai se lançar a federal se conseguir trocar PL pelo Novo
O vereador de Salvador Alexandre Aleluia (PL) admitiu, em entrevista à Metropolitana FM, que só disputará uma vaga na Câmara dos Deputados este ano se conseguir liberação do partido para se filiar ao Novo. Segundo ele, ainda não houve uma conversa formal com o presidente estadual João Roma porque a direção não se reúne com os filiados.
“Então, como saber de clima? Realmente não tem conversa. Não escondo a minha vontade de deixar o partido e fazer parte do Novo”, afirmou Aleluia, ao ser questionado sobre o ambiente interno e as tratativas para uma eventual troca de legenda.
O vereador revelou ainda que participou como convidado de eventos do Novo e que pretende estreitar relações com a sigla nos próximos dias. “Anunciando aqui em primeira mão, o governador Romeu Zema, que é pré-candidato a presidente da República, virá a Salvador e eu vou acompanhá-lo nas agendas aqui na cidade”, disse, sobre a vinda do gestor mineiro à capital na próxima sexta-feira (23).
Aleluia justificou a aproximação ao Novo por afinidade com pautas liberais e conservadoras. “O partido reflete o que eu penso. Liberdade econômica, propriedade privada, respeito à minoria do indivíduo, principalmente. Então não teria nenhuma dificuldade”, pontuou.
Apesar de se declarar pré-candidato a deputado federal, ele reiterou que a saída do PL dependerá do sucesso da negociação com o Novo. “Se eu não conseguir ingressar no Novo, dificilmente eu sairia pelo PL. Provavelmente continuaria meu mandato como vereador”, explicou, em tom descontraído ao brincar com o “projeto novo do Novo”.
Críticas ao PL e à política municipal
Aleluia afirmou que suas discordâncias são especialmente ligadas à condução do partido na política municipal de Salvador e também ao desempenho eleitoral no interior.
Ele citou o caso de Porto Seguro como exemplo. “Tivemos o maior partido do Brasil, o tempo de televisão maior que o PT, e o partido fez um prefeito que já era antes, que é o Jânio Natal, e acho que quatro vereadores. Uma performance pífia. Matematicamente pífia”, criticou.
Em Salvador, Aleluia também avaliou que o PL ficou abaixo do potencial. “Fizemos dois vereadores, poderia ter feito mais, até pelo tamanho do partido. E eu não entendi a forma que integramos a base da prefeitura”, disse.
Apesar de salientar que mantém boa relação com o prefeito Bruno Reis (União Brasil), o vereador afirmou não ter visto um alinhamento claro entre o partido e a gestão municipal, nem ocupação legítima de espaços. “Integramos a base, não existiu performance do partido, não vi nada acontecer. Não tem espaço”, declarou.
Aleluia comparou ainda a experiência orgânica do Novo com o período em que militou no antigo PFL/Democratas, ao destacar a ausência de uma política de formação em seu atual partido. “Eu sinto muita falta disso no PL. E eu vejo o do Novo. O partido é bem vivo em termos orgânicos”, avaliou, ao mencionar encontros com milhares de pessoas, participação da juventude e produção programática.
Distanciamento do bolsonarismo e defesa de “saída factível”
Questionado sobre o distanciamento do bolsonarismo — já que antes era visto como um dos principais porta-vozes do grupo na Bahia — Aleluia afirmou que não vê a mesma força em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro em comparação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É bem diferente uma candidatura de Flávio Bolsonaro para uma candidatura do próprio Jair Bolsonaro. Não é a mesma performance, não é a mesma visão de mundo”, afirmou.
Ele também criticou a ideia de que a direita brasileira deve se limitar ao bolsonarismo, com a citação de uma frase de Olavo de Carvalho que, segundo ele, foi retirada do contexto e transformada em dogma. Para Aleluia, o conservadorismo precisa estar ligado a um projeto viável.
“Eu sou conservador. Eu enxergo que a gente tem que ter um projeto, uma viabilidade eleitoral alinhada a princípios conservadores, e que tenha viabilidade. Não adianta ser ideólogo apenas”, disse.
Ao defender uma alternativa que dialogue com o momento político, o vereador apontou que o país vive um modelo de coalizão e que soluções precisam ser factíveis. “A realidade hoje é que o Brasil deveria ter uma solução conservadora liberal, e que seja factível de acontecer. […] A gente pode sim ter alguma solução com o Brasil fora desse espectro do bolsonarismo”, sugeriu.
Além da identificação com Zema, outra motivação para o ingresso do vereador no Novo é o fato de o seu pai, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia, ser o pré-candidato da agremiação ao Governo da Bahia.
Fonte: Blog do Vila
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