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Política

Nilo aceita vice se Coronel for para oposição, mas cogita lançar candidatura avulsa ao Senado se for preterido por nome ‘mais fraco’

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Foto: Evilásio Júnior

O ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (Republicanos), fez um alerta ao grupo político liderado por ACM Neto: aceita ser vice-governador caso o senador Angelo Coronel decida romper com o PSD e migrar para a oposição, mas não aceitará ficar fora da chapa se for substituído por alguém que considere politicamente mais fraco.

A declaração, dada em entrevista à CBN Salvador, dialoga diretamente com o imbróglio que envolve Coronel e o senador Otto Alencar e antecipa um novo foco de tensão na montagem da chapa oposicionista para 2026.

“Eu quero ser candidato a senador. Se Coronel vier, eu aceito e concordo. Ele é senador, vem do outro lado. Nesse caso, eu vou lutar para ser o vice”, afirmou Nilo, ao reconhecer que a eventual entrada do social-democrata muda completamente a lógica da composição.

Segundo ele, hoje apenas quatro nomes estariam, de fato, no jogo pelo Senado no campo de Neto: o próprio Nilo, Coronel, o deputado federal Márcio Marinho e João Roma (PL). De acordo com o ex-presidente da Assembleia, outros nomes cogitados em conversas iniciais, como os prefeitos José Ronaldo (Feira de Santana) e Sheila Lemos (Vitória da Conquista), ambos do União, já teriam descartado a disputa.

Nilo fez questão de enfatizar que não trabalha com a hipótese de rompimento com Neto, mas deixou claro que não repetirá o comportamento da última eleição, quando se sentiu politicamente esvaziado. “Dessa vez eu não vou errar. Não vou ficar puto da vida e calado, como fiquei da outra vez”, disse.

O tom sobe quando o ex-deputado trata da possibilidade de ficar fora da chapa majoritária. Para ele, a escolha de um vice sem densidade política seria inaceitável. “Se colocarem um vice que não tenha a minha força política, a minha lealdade política e a minha coragem política, eu vou procurar um partido e vou sair candidato a senador”, avisou.

Nilo citou como exemplo negativo a escolha da empresária Ana Coelho em 2022 e foi direto ao ponto: “Com todo respeito, eu engoli uma vez. Dessa vez, não engulo mais. Vice mais fraco do que eu, não.”

Mesmo se houver confronto interno, o ex-parlamentar reforçou que seguirá alinhado ao ex-prefeito de Salvador. “O voto de Neto é garantido. Vou trabalhar para ele. Mas eu quero ser senador”, afirmou, ao explicar que uma candidatura independente não significaria traição política.

Ele revelou, inclusive, já ter recebido convites formais para disputar o Senado fora da chapa principal, entre eles do ex-ministro Aldo Rebelo, hoje no DC. “Se eu arranjar um partido, eu vou. Saio avulso, apoiando Neto a governador”, completou.

A chance de indicação ao Tribunal de Contas, como Nilo tentou em 2023 — quando a ex-primeira-dama Aline Peixoto foi escolhida pela Alba para o TCM —, está fora de cogitação, pois o republicano já completou 70 anos.

Fonte: Blog do Vila

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