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André Spínola, da CBN Salvador, vence na categoria Rádio e emociona ao homenagear legado familiar no Prêmio Jânio Lopo

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O âncora da CBN Salvador, André Spínola, radiodifusor, radialista raiz e diretor da emissora, foi o grande vencedor da categoria Rádio no Prêmio Jânio Lopo de Jornalismo.
Herdeiro de uma forte tradição familiar, André é filho de Rui Spínola, um dos nomes mais marcantes da história do rádio baiano. Seu tio, Newton Spínola Cardoso, também foi referência absoluta, consagrado como um dos maiores repórteres policiais do país.

Ao receber a homenagem, André fez um discurso emocionado, marcado por memória, gratidão e defesa apaixonada do rádio.


Ele contou que sua relação com o meio começou ainda na infância, por influência direta do pai e do tio, que iniciaram suas trajetórias nas décadas de 60 e 70. Relembrou que, em 1992, ambos apresentavam programas emblemáticos como Dramas e Tragédias de uma Cidade e Na Polícia e nas Ruas, reforçando a força da família Spínola na comunicação baiana.

Em seu relato, André dividiu com o público o momento exato em que entrou no rádio pela primeira vez, após ser convocado pelo tio para participar do programa Domingo Milionário, na Rádio Cultura da Bahia.

Recordou a frase marcante que ouviu na época “Seu pai arrendou o Carnaval. E nós vamos fazer a maior cobertura que a rádio já fez” e reviveu a experiência histórica de realizar 24 horas de cobertura ininterrupta do Carnaval de Salvador em 1993.
Foi ali, segundo ele, que nasceu sua paixão definitiva pelo rádio.

Durante o discurso, o radialista também destacou a tradição do pai em abrir portas para novos talentos e a convivência intensa nos bastidores, onde jovens comunicadores se formavam diariamente.

Contou ainda que sua estreia ocorreu por insistência do tio, que lhe disse: “Você vai. Não tem ninguém agora. E, se der errado, eu te ensino ao vivo.”

André ressaltou sua dedicação ao meio rádio ao longo da carreira, recordando momentos de aprendizado e de construção profissional. Relembrou períodos em que comandou programas marcantes e arrendou emissoras, experiência que, segundo ele, ampliou seu olhar sobre gestão, produção e operação de rádio.

Apaixonado declarado pelo meio, André afirmou que, embora tenha passado pela televisão em alguns momentos da carreira, nada o encanta tanto quanto o rádio. Disse sentir orgulho de cada transmissor, de cada microfone e de cada novo equipamento instalado, definindo sua rotina como a de “um jogador indo disputar uma final todos os dias”.

Em sua fala, compartilhou também o sonho de criar o Museu do Rádio da Bahia, projeto que já apresentou a vereadores, secretários e ao prefeito Bruno Reis. Contou que possui parte do acervo que comporia o espaço, incluindo um transmissor de 50 kW, peças históricas da antiga Rádio Cultura AM 1140 e a mesa de som da década de 70 por onde passaram sua voz, a de seu pai e de grandes nomes da comunicação baiana.

O objetivo, afirmou, é preservar a memória dos comunicadores que marcaram as décadas de 60, 70 e 80, garantindo que a história da radiodifusão baiana siga viva para as próximas gerações.

Em uma fala de forte simbolismo, dedicou o prêmio a todos os profissionais da comunicação:
“Este prêmio está escrito ‘categoria Rádio’, e é isso que eu sou: apaixonado pelo rádio.”


Ele encerrou agradecendo à família, aos colegas da CBN Salvador, da Metropolitana FM, da Melodia FM e a todos que contribuíram com sua trajetória, reforçando que seguirá defendendo o rádio e a comunicação baiana.

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