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Brasil

Presidente do Cidadania critica polarização e chama ‘lulopetismo’ e ‘bolsonarismo’ de ‘facções políticas’

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Foto: Divulgação / Cidadania

Presidente nacional do Cidadania, em entrevista à CBN Salvador, afirma que candidatura de Flávio Bolsonaro é “projeto de clã, não de país” e defende alternativa democrática

De volta ao comando nacional do Cidadania após decisão judicial, Roberto Freire afirmou, em entrevista à CBN Salvador, que o Brasil vive um bloqueio político causado por polos que, segundo ele, já não oferecem respostas ao futuro do país.

Para o ex-deputado federal, “o lulopetismo e o bolsonarismo têm atrasado o país” e alimentado uma disputa “tóxica” que impede construção de uma agenda nacional moderna.

Ao comentar o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Freire foi direto: “Essa candidatura de Flávio é nitidamente para garantir o nome do clã na disputa. Não é uma articulação política da direita nacional.”

Ele avaliou que a polarização continua a beneficiar os dois grupos: “Nada melhor para o lulopetismo do que enfrentar um Bolsonaro. Um reforça o outro. É uma briga de facções, não de projetos para o país.”

Freire defendeu ainda uma alternativa democrática que una liberais, democratas, setores do centro e da esquerda não alinhada ao PT. “Nós precisamos discutir política de verdade. O país cresce a passos de cágado enquanto o mundo vai a jato” avaliou.

Ao salientar que Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) também “é do clã” e “nem precisa dizer que é ligado ao Bolsonaro”, o dirigente reforçou sua simpatia pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como nome capaz de enfrentar os dois extremos. “Eduardo Leite derrotou Bolsonaro e Lula no Rio Grande do Sul. Ele sabe vencer os dois ao mesmo tempo”, apostou.

Ele também criticou alinhamentos internacionais da esquerda latino-americana: “A esquerda não pode apoiar teocracia, guerra santa ou ditadura. A proposta da esquerda é iluminista.”

Apesar de voltar à atividade política após dois anos de distanciamento do Cidadania, Roberto Freire descartou disputar a eleição em 2026. “Quem aposenta a gente é o povo, mas não pretendo ser candidato. Quero reconstruir o partido e discutir política”, pontuou.

Confira a entrevista em : Blog do Vila

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